- Em Myanmar, as eleições iniciaram sob o controle da junta militar, com a Liga Nacional para Democracia banida de concorrer e Aung San Suu Kyi detida.
- Grandes regiões ficam de fora do pleito devido ao conflito com grupos anti-junta, e houve mudança local para Yangon, onde foi suspenso o toque de recolher.
- A campanha ocorreu de forma contida, sem a presença de símbolos da ex-líder Aung San Suu Kyi.
- Observadores internacionais de China, Rússia, Índia e Vietnã acompanham o processo; a ONU e governos ocidentais condenam, enquanto o regime diz que é legítimo.
- A violência persiste: ataques a locais de votação, ações com drones e repressão contínua, com centenas de pessoas presas por expressar opiniões políticas.
O Myanmar iniciou seu pleito sob controle direto das forças militares, com áreas inteiras fora do processo eleitoral e leis que restringem críticas à votação. Cidades importantes ficaram sob a operação de grupos anti-junta.
As eleições não contam com a participação da Liga Nacional para a Democracia, partido mais popular, que está proibido de concorrer. Grande parte do território permanece em conflito ou sob controle de facções oposicionistas, limitando candidaturas e participação.
O dia de votação chegou em meio a ataques a locais de voto e ações de repressão. Airdrops militares, bombardimentos e drones foram relatados em áreas onde o pleito ocorre, segundo veículos de imprensa locais.
Contexto do pleito
A ao menos parcial normalidade de votação contrasta com a contínua violência em regiões como Sagaing, Mandalay e Bago. Observadores internacionais chegaram ao país, entre críticas de organizações globais e de governos ocidentais.
A junta afirma que o pleito ocorre com apoio popular e que não é para a comunidade internacional, mas para o povo de Myanmar. O regime também anunciou a retirada de um toque de recolher em Yangon para facilitar a participação.
Em Yangon, moradores relataram receio de falar sobre o pleito, citando riscos de retaliação. No restante do país, confrontos seguem repetidamente entre forças jacobistas e grupos oposicionistas.
A reedição do quadro jurídico incluiu uma nova lei de proteção eleitoral, com penas para quem desrespeitar o processo. Autoridades listam medidas de segurança e prometem transparência, enquanto críticas reforçam a falta de condições livres.
Organizações de direitos humanos destacam violações, com alertas sobre prisões arbitrárias, ataques a civis e interrupção de ajuda humanitária. A ONU e entidades independentes pedem avaliações independentes do pleito.
O levantamento internacional aponta que milhões de pessoas enfrentam necessidades humanitárias crescentes e riscos de violência. Analistas observam que o resultado do pleito pode influenciar o apoio de parceiros regionais, incluindo China e vizinhos.
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