- Entre 2002 e 2005, Jeffrey Epstein abusou sexualmente de dezenas de adolescentes, atraídas sob a justificativa de massagens e pagamento.
- Epstein contava com uma rede de funcionários e associados, incluindo Ghislaine Maxwell, para manter um fluxo constante de vítimas e recrutá-las também por meio de outras meninas.
- Documentos mostram um processo quase de linha de montagem para obter vítimas, além de relatos de pedidos de parceiros para trazer mais meninas jovens.
- Surgem pistas sobre participação de outras pessoas, incluindo Jean-Luc Brunel, com prisões, mortes suspeitas e investigações sobre possível exploração sexual de menores.
- Além disso, há referências a casos anteriores e atitudes de compartilhamento de imagens de abuso infantil entre envolvidos, com menções a incidentes de décadas passadas.
O jornalismo divulga novos detalhes de como Jeffrey Epstein submeteu meninas a abusos sexuais entre 2002 e 2005, com pagamento por serviços de massagem. Documentos oficiais detalham um processo quase de linha de montagem para obter vítimas menores.
A via de acesso incluía uma rede de funcionários e associados, entre eles Ghislaine Maxwell, que prestavam suporte para manter um fluxo constante de menores. As próprias vítimas eram usadas para recrutar outras jovens para o esquema.
Conforme os arquivos do Department of Justice, Epstein e seus contatos tinham procedimentos organizados para facilitar os abusos, com descrições que revelam a visão das vítimas como objetos de uso predatório. A rede também recrutava novas jovens para os encontros.
Um relatório de 2001 relata Maxwell abordando estudantes universitárias em Palm Beach, Flórida, oferecendo trabalho de atendimento telefônico e atividades administrativas em sua casa. Ao menos uma das estudantes relatou comunicações com homens sobre vítimas.
Relatos de 2019 indicam que a oferta de meninas para abusos estava em risco de diminuir, levando a buscas por novas recrutadoras e pressão para aumentar o número de vítimas, segundo notas da FBI.
Durante o testemunho de 2019, uma vítima afirmou que Maxwell pediu que ela trouxesse outras jovens, com a exigência de aparência jovem. Em alguns casos, Epstein e Maxwell teriam orientado a busca por novas garotas.
Entre os nomes ligados ao caso aparecem referências a Jean-Luc Brunel, agente francês de modelagem próximo a Epstein. Brunel foi preso em 2020 e morreu na prisão em 2022, em circunstâncias consideradas suicídio pelas autoridades.
Também há menções a possível circulação de imagens de abuso infantil entre participantes, registradas em correspondência de 2023 e em arquivos da FBI, com relatos de material compartilhado por uma pessoa condenada por pornografia infantil.
Caso anterior envolve Maria Farmer, artista que trabalhou para Epstein na década de 1990. Ela afirmou que Epstein retirou fotos nuas de irmãos menores dela, o que levou a investigações que, na época, não foram acompanhadas pelas autoridades.
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