- A União Europeia, com 26 países, pediu moderação e respeito à vontade do povo venezuelano como caminho para restaurar a democracia no país.
- A Hungria não assinou a declaração, citando divergências políticas com o bloco.
- Militares dos Estados Unidos realizaram ataques contra a Venezuela na madrugada de sábado para derrubar o presidente Nicolás Maduro, que foi removido do território venezuelano e levado para Nova York.
- Com Maduro ausente, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina, com reconhecimento da Justiça e das Forças Armadas.
- O governo americano disse que vai administrar a Venezuela até a transição para um novo governo, enquanto o presidente Donald Trump ameaçou a vice-presidente venezuelana caso não atenda aos interesses dos EUA, mencionando ainda possíveis intervenções em outros países e interesse na Groenlândia.
A União Europeia pediu moderação a todos os atores envolvidos na crise venezuelana e afirmou que respeitar a vontade do povo é a única forma de viabilizar a restauração da democracia no país. A recomendação foi divulgada em comunicado conjunto.
Segundo o texto assinado por 26 países e pela chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, é necessário evitar uma escalada e buscar uma solução pacífica para a crise. A mensagem reforça que a participação popular é essencial para o processo democrático.
A Hungria não assinou a declaração, sob o governo de Viktor Orbán, considerado aliado de posições conservadoras. A ausência do país foi destacada como exceção entre os signatários.
Contexto internacional
Fontes vinculadas às forças armadas venezuelanas declararam que Nicolás Maduro foi retirado do território e encaminhado para Nova York, em meio a ações militares promovidas pelos Estados Unidos na madrugada de sábado. A ascenção de Delcy Rodríguez à presidência interina foi reconhecida por autoridades do país e pelos militares.
Segundo informações de autoridades norte-americanas, o governo dos EUA pretende conduzir a transição até a instalação de um novo governo. Em entrevistas, Donald Trump afirmou que a vice-presidente interina pode enfrentar consequências caso não atenda aos interesses dos EUA.
Em meio ao episódio, o governo dos EUA também sinalizou possibilidade de ações adicionais em outros países. Trump mencionou ainda interesses sobre território groenlandês durante as declarações públicas.
Desdobramentos no território venezuelano
Com a ausência de Maduro, a vice-presidente assumiu a liderança provisória do governo venezuelano, enquanto o governo de transição é discutido entre autoridades internacionais e locais. A situação permanece sob monitoramento de organismos internacionais e aliados.
As ações das partes envolvidas continuam a ser objeto de escrutínio internacional, com ênfase em propostas para uma transição pacífica e o retorno à normalidade institucional no país. A UE reforça a necessidade de respeito à escolha popular como núcleo da solução.
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