- O ataque dos Estados Unidos resultou na captura de Nicolás Maduro e o governo americano anunciou que vai administrar a Venezuela até uma transição segura.
- O presidente Donald Trump afirmou que empresas americanas passarão a controlar o setor de petróleo venezuelano.
- Manifestantes venezuelanos, aliados e opositores realizaram atos em cidades da América Latina e da Europa, incluindo Madrid, Bogotá, Lima, Quito e Buenos Aires, além de protestos em Cidade do México, São Francisco e Nova York.
- O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela indicou que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez deverá assumir a presidência interina do país.
- A diáspora venezuelana permanece intensa: cerca de vinte por cento da população deixou o país desde 2014, com principais destinos como Colômbia e Peru, e muitos ainda desejam retornar.
O ataque dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro aconteceu na madrugada de sábado, 3 de janeiro, em território venezuelano. A operação levou o país a uma mudança abrupta de cenário político, com promessas americanas de administrar a Venezuela durante a transição. O governo dos EUA afirma que pretende controlar o setor de petróleo até uma transição segura.
Manifestantes antivada e a favor da intervenção se reuniram em cidades da América Latina, da Europa e além. Em Madrid, Bogotá, Lima e Buenos Aires houve celebrações e protestos simultâneos, acompanhando a disposição de diferentes grupos de venezuelanos no exterior. Em outros centros, como Cidade do México, São Francisco e Nova York, também houve manifestações de apoio e de oposição.
Segundo a Reuters, venezuelanos no exterior reagiram ao que consideram um novo marco político no país. Em Bogotá e Lima, por exemplo, houve ações de apoio à medida, enquanto outras cidades registraram críticas à intervenção. No México, a polícia precisou intervir para evitar confrontos entre grupos pró e contra a ação norte-americana.
Diáspora venezuelana e dados migratórios ganham destaque na cobertura. Aproximadamente 20% da população deixou o país desde 2014, com Colômbia recebendo 2,8 milhões e Peru 1,7 milhão, conforme a plataforma R4V. Espanha abriga cerca de 400 mil venezuelanos, conforme relato à Reuters.
Em Quito, o ambiente ficou dividido entre quem espera retorno voluntário e quem teme novas incertezas políticas. Maria Fernanda Monsilva, venezuelana, disse acreditar na possibilidade de Edmundo González assumir a presidência na eleição de 2024 e retornar ao país. Em Caracas, protesto contra a intervenção ocorreu diante de uma manifestação a favor da intervenção.
A Suprema Corte da Venezuela indicou que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez deverá assumir a presidência interina do país, mantendo a linha institucional diante da crise. O anúncio foi feito após a captura de Maduro, sem detalhar cronogramas oficiais de transição.
Perto de Nova York, moradores venezuelanos lembraram a complexidade da situação, destacando a continuidade da diáspora e a necessidade de informações confiáveis para quem acompanha o desdobramento político. Em resumo, a repercussão global envolve ações, protestos e expectativas sobre liderança, migração e futuro econômico.
Com informações da Reuters
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