- A reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU ocorreu nesta segunda-feira, 5, para discutir a operação militar dos EUA na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro.
- China, Rússia e aliados tradicionais dos EUA criticaram a intervenção e questionaram o retorno a uma era de maior interferência, discutindo a legitimidade das ações.
- O embaixador da Venezuela, Samuel Moncada, acusou os EUA de violar a Carta das Nações Unidas e pediu imunidades para Maduro e para a primeira-dama, além de sua libertação e retorno ao país.
- O embaixador do Brasil destacou que “fins não justificam os meios” e defendeu que o futuro da Venezuela seja decidido pelos venezuelanos, conforme o direito internacional.
- França, Reino Unido e Dinamarca defenderam a ordem internacional e o respeito ao direito, enquanto os EUA defendem a ação como aplicação da lei; o secretário-geral da ONU manifestou preocupação com o precedente criado.
A reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU ocorreu nesta segunda-feira para debater a intervenção militar dos EUA na Venezuela, anunciada após a captura de Nicolás Maduro. O ataque e a detenção, ocorridos no fim de semana, geraram críticas internacionais.
Representantes de Brasil, México, Espanha, China, Rússia e África do Sul repudiaram a operação autorizada por Washington e questionaram possíveis planos de ampliar ações para outros países, citando o combate ao tráfico de drogas como justificativa.
O embaixador da Venezuela, Samuel Moncada, afirmou que houve violação clara da Carta da ONU e do direito internacional, pedindo imunidades para Maduro e para a primeira-dama, além da libertação e retorno seguro ao país.
Reações internacionais
China e Rússia lideraram as críticas, pedindo unidade do Conselho para rejeitar a ideia de retomar uma era de anarquia. A Colômbia também condenou a intervenção, dizendo que a democracia não pode ser imposta pela força.
O Brasil, representado pelo embaixador Sérgio Danese, reforçou que fins não justificam os meios e que intervenções contra a soberania devem ser condenadas. O governo defende que o futuro da Venezuela seja decidido pelos venezuelanos.
França e Reino Unido manifestaram preocupação com violações do direito internacional, destacando que a ordem global se sustenta pelo respeito à legalidade. O secretário-geral da ONU e diplomatas enfatizaram a necessidade de evitar precedentes perigosos.
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