- No sábado pela manhã, Lula ligou para Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência interina da Venezuela após a invasão dos Estados Unidos.
- O Planalto informou que a conversa tratou da situação política do momento, sem detalhes adicionais.
- A partir de domingo, as Forças Armadas venezuelanas reconheceram Delcy Rodríguez como presidenta interina.
- Delcy enviou carta ao presidente dos EUA, Donald Trump, defendendo um relacionamento equilibrado entre os dois países.
- Em Nova York, Maduro e a primeira-dama Cília Flores permanecem detidos em presídio federal após audiência de custódia; as acusações incluem corrupção, narcoterrorismo e outros crimes, sem provas apresentadas até o momento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para Delcy Rodríguez na manhã de sábado, 3, para tratar da situação política na Venezuela, após a invasão militar dos EUA em Caracas que resultou no sequestro de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cília Flores. A ligação ocorreu no Brasil.
Segundo o Palácio do Planalto, a conversa abordou o cenário político do momento, sem detalhar desdobramentos. Desde o domingo 4, as Forças Armadas venezuelanas reconhecem Delcy Rodríguez como presidenta interina.
Delcy divulgou, em carta pública ao presidente dos EUA, Donald Trump, a prioridade de um relacionamento “equilibrado e respeitoso” entre os dois países, baseado na igualdade e sem ingerência.
Contexto internacional
Os EUA sinalizam que seus interesses devem ser atendidos pelo governo interino venezuelano, com foco na influência sobre as reservas de petróleo do país.
Maduro e Cília Flores foram sequestrados em Caracas e levados a Nova York, onde estão detidos em um presídio federal. Passaram por audiência de custódia no Tribunal Federal da cidade.
Eles são acusados de chefiar um governo corrupto, com promessas de narcoterrorismo, tráfico de cocaína e posse de armamentos. As acusações não costumam incluir provas apresentadas publicamente.
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