- O presidente Faustin-Archange Touadéra foi reeleito para um terceiro mandato na República Centro-Africana, com vitória direta nas eleições de 28 de dezembro, segundo resultados provisórios da comissão eleitoral.
- Touadéra obteve quarenta e setenta e seis por cento da votação, totalizando setenta e quatro vírgula seis por cento.
- O ex-primeiro-ministro Anicet-Georges Dologuélé ficou em segundo, com quatorze por cento, e o ex-primeiro-ministro Henri-Marie Dondra, com três vírgula seis cinco por cento.
- A principal coalizão de oposição, BRDC, boicoteou a eleição, alegando falta de justiça no processo.
- O Tribunal Constitucional tem até vinte de janeiro para julgar eventuais contestações e declarar o resultado definitivo.
Faustin-Archange Touadera foi reeleito presidente da República Centro-Africana para um terceiro mandato, com maioria absoluta, segundo resultados provisórios divulgados pela comissão eleitoral na segunda-feira. A eleição ocorreu em 28 de dezembro e a confirmação chegou após o escrutínio que apontou vantagem expressiva de Touadera.
O atual presidente, de 68 anos e matemático de formação, buscava a reeleição após ter ampliado seu poder nos últimos anos. Seu governo ganhou destaque pela atuação em segurança, com apoio de forças russas e de soldados de Ruanda, além de assinar acordos de paz com diversos grupos rebeldes neste ano.
Segundo a apuração, Touadera recebeu 74,6% dos votos. O ex-primeiro-ministro Anicet-Georges Dologuélé ficou com 14% e o ex-primeiro-ministro Henri-Marie Dondra obteve 3,65%. A forma de participação do pleito foi contestada pelo principal bloco de oposição, que chegou a boicotar a eleição.
Antes da divulgação oficial, Dologuélé e Dondra já haviam questionado a credibilidade do pleito em entrevistas coletivas, alegando fraude. Não houve confirmação independente de irregularidades até o momento, e a Corte Constitucional tem até 20 de janeiro para julgar eventuais recursos e anunciar os resultados definitivos.
A oposição BRDC justificou o boicote alegando falta de isenção no processo. O governo informou que manterá canais de comunicação com instituições eleitorais para garantir transparência. O desfecho pode consolidar a trajetória política de Touadera em meio a um cenário de instabilidade regional.
Fonte: Reuters.
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