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Administração Trump diz que EUA podem elevar produção de petróleo venezuelano rapidamente

Secretaria de Interior afirma que suspender sanções e liberar equipamentos pode acelerar produção venezuelana, mas analistas apontam custos bilionários e prazos longos

Crude oil drips from a valve at an oil well operated by Venezuela's state oil company PDVSA, in the oil rich Orinoco belt, near Morichal at the state of Monagas
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  • O secretário do Interior, Doug Burgum, disse que suspender sanções que impedem acesso a equipamentos de campo de petróleo poderia acelerar a produção venezuelana.
  • A administração Trump planeja se reunir com executivos de petróleo ainda nesta semana; a agenda exata e participantes não foram confirmados.
  • Trump afirmou que o setor norte‑americano poderia ampliar operações na Venezuela em menos de dezoito meses, possivelmente com subsídios, embora o custo seja alto.
  • O presidente disse que aumentar a produção venezuelana também poderia reduzir o custo da energia para os americanos.
  • Analistas lembram dificuldades: infraestrutura degradada requer bilhões de dólares e anos para melhorar; a projeção é de até 300 mil a 400 mil barris por dia no próximo ano, com 1,5 milhões a 2 milhões de barris por dia apenas no fim da década, e com grande participação do governo dos EUA; a Chevron é a única grande petrolífera dos EUA atuando no país, enquanto ExxonMobil e ConocoPhillips tiveram projetos nacionalizados.

O governo dos EUA avalia maneiras de reduzir rapidamente a produção de petróleo da Venezuela, incluindo a possibilidade de suspender sanções que hoje limitam o acesso do país a equipamentos de exploração e tecnologias para aumentar a produção. A iniciativa envolve o Departamento de Interior e autoridades da administração Trump.

O secretário de Interior, Doug Burgum, afirmou que algumas ações poderiam ser implementadas com rapidez, destacando o potencial econômico dessas medidas para o setor. A declaração foi feita durante entrevista a uma rede de televisão americana.

A administração pretende realizar uma reunião com executivos do setor de petróleo ainda nesta semana, segundo uma fonte de Reuters. A agenda envolve o secretário de Energia, Chris Wright, que tem participação marcada em evento financeiro em Miami; o chefe da ConocoPhillips participará de comentários fechados.

Donald Trump indicou, em entrevista à NBC News, que a indústria norte-americana poderia ampliar operações na Venezuela em menos de 18 meses, com possível apoio de subsídios. A ideia inclui investimentos significativos por parte das petroleiras.

Em outro momento, o ex-presidente ressaltou que maior produção venezuelana poderia reduzir os custos de energia para os EUA, dizendo que há muito óleo disponível para exploração.

Desafios e ceticismo

Analistas apontam que a infraestrutura venezuelana deteriorada requer investimentos bilionários e prazos longos para reverter a situação. O óleo venezuelano é espesso e pesado, demandando equipamentos especializados para extração, transporte e refino.

Especialistas apontam que, mesmo com suporte externo, aumentos expressivos da produção nos próximos anos dependem de mudanças institucionais e de tempo para recuperar a capacidade de campo. Consultados apontam faixa de crescimento modesto nos próximos 12 meses.

Presença de empresas americanas

A Chevron é a única grande empresa norte-americana operando nos campos venezuelanos no momento. Exxon Mobil e ConocoPhillips tiveram presença histórica, mas seus projetos foram nacionalizados há quase duas décadas. O Departamento de Energia dos EUA não comentou o assunto.

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