- A administração Trump colocou o ministro do Interior, Diosdado Cabello, entre os possíveis alvos, a menos que coopere com a presidente interina Delcy Rodríguez para manter a ordem após a queda de Maduro.
- Cabello controla as forças de segurança e é acusado de abusos; é um dos apoiadores de Maduro que Washington quer manter como governantes transitórios para a transição.
- Autoridades usaram intermediários para avisar Cabello de que, se resistir, pode enfrentar um destino semelhante ao de Maduro, capturado em operação policial.
- Também está na mira o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, que, como Cabello, enfrenta acusações de narcotráfico e tem recompensa de várias milhões; a cooperação dele é vista como essencial para evitar vazio de poder.
- Os EUA veem Rodríguez como peça-chave para manter o poder temporário e buscar abertura da indústria de petróleo a empresas americanas, combate ao narcotráfico, expulsão de pessoal cubano e fim da cooperação com o Irã, com eleições futuras ainda sem definição.
Diante de uma migração de poder após a derrubada de Nicolás Maduro, autoridades dos EUA colocam o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, na linha de frente como possível alvo de pressão para ouvi-los. Cabello, que comanda forças de segurança, é visto como um operador-chave pela administração de Joe Biden para manter a ordem durante a transição.
Fontes próximas à Casa Branca indicam que Cabello pode ser forçado a cooperar para evitar um colapso maior do regime em transição. A preocupação é que o oficial, conhecido por agir com firmeza, possa atrapalhar planos de estabilização ou exigir garantias para proteger sua posição.
A comunicação com Cabello ocorre por meio de intermediários, segundo relatos, em meio a advertências sobre o que poderia ocorrer se ele resistir aos pedidos norte-americanos. Ainda segundo as fontes, a cooperação de Cabello seria crucial para evitar um vácuo de poder e facilitar futuras transições.
Papel de Delcy Rodríguez
Delcy Rodríguez, atual presidente interina, é apontada como peça central para manter a governabilidade enquanto se buscam caminhos para eleições. Nas avaliações, ela é vista como figura capaz de coordenar ações entre o governo e os militares durante a etapa de transição.
Além de Cabello, os EUA também teriam como alvo Vladimir Padrino López, ministro da Defesa, que também enfrenta acusações de tráfico de drogas e possui uma recompensa. A cooperação de Padrino é considerada essencial para evitar desestabilização militar.
Objetivos norte-americanos e próximos passos
Entre as demandas dos EUA estão a abertura do setor petrolífero, combate ao narcotráfico, expulsão de pessoal de origem cubana vinculados à segurança, e encerramento de cooperação com o Irã. Os Estados Unidos avaliam medidas adicionais, inclusive ações financeiras.
O governo americano também discute a eventual realização de novas eleições, porém sem prazo definido. Fontes próximas à administração ressaltam que a estratégia busca evitar o uso de força terrestre, mantendo a pressão por meio de elites venezuelanas leais ao regime.
Cenário de segurança e resposta local
Autoridades venezuelanas não haviam comentado oficialmente o conteúdo das tratativas. Analistas ressaltam o risco de reações de grupos pró-governo em caso de mudanças abruptas. A resposta pública até o momento permanece restrita a canais oficiais.
A estratégia dos EUA envolve neutralizar resistências dentro do aparato de segurança, ao mesmo tempo em que se evita um colapso que desestabilize a região. O objetivo declarado é estabilizar a transição e preservar a integridade do processo político.
Entre na conversa da comunidade