- Nicolás Maduro e a esposa Cilia Flores foram presos em Nova York, levando o governo venezuelano a ativar um decreto de estado de exceção com vigência de noventa dias.
- Caracas e grande parte do país ficaram militarizados, com pontos de controle, tropas, armas e veículos sendo inspecionados; as decisões aparecem em uma Gaceta Oficial que vaza informações sobre busca e captura de apoiadores de ataques externos.
- O Comando para a Defesa Integral da Nação foi acionado, com reforço da segurança nas fronteiras, uso da Milícia e mobilização de unidades para defesa militar.
- O Sindicato Nacional de Jornalistas informou a detenção de pelo menos quatorze profissionais de imprensa que cobriam a Assembleia Nacional e a cidade; parte foi libertada horas depois.
- Na fronteira com a Colômbia, circulam caminhões e passageiros sob fiscalização da DGICIM; drones sobrevoando o Palácio de Miraflores teriam sido alvo de disparos de advertência pela polícia, sem confrontos divulgados.
Militares ocupam as ruas de Caracas e jornalistas são detidos após a captura de Nicolás Maduro, em um contexto de intensificação de controles e presença casquinha de forças de segurança. O governo ainda não divulgou detalhes oficiais, mas relatos apontam para ativação de medidas extraordinárias em todo o país.
Caracas viveu fim de semana de tensão com o acionamento de um estado de exceção preparado em outubro, que ficou pronto para ser declarado em caso de agressão externa. A ação coincide com ataques a instalações militares considerados estratégicos por autoridades venezuelanas.
Medidas e operações
Pontos de controle foram instalados na cidade, com agentes armados e encapuzados revistando celulares e veículos. O decreto, com vigência de 90 dias, prevê a militarização de infraestrutura crítica, incluindo serviços públicos, petróleo e indústrias básicas, sob regime temporário.
A operação envolve o Comando para a Defesa Integral da Nação, o reforço da segurança fronteiriça e a ativação da Milícia para defesa. Em pronunciamento, o governo chamou à mobilização, gerando concentrações de simpatizantes armados em diversas áreas de Caracas.
Jornalistas foram detidos por agentes de inteligência durante cobertura da Assembleia Nacional e arredores; pelo menos 14 profissionais foram, segundo sindicatos, detidos. Horas depois, três foram liberados. A repressão à imprensa intensifica o ambiente de restrições à atuação de veículos de comunicação.
Situação na fronteira e cenário externo
Na fronteira com a Colômbia, balsas e pontes seguem com maior presença de tropas. Comerciante e veículos circulam entre Cúcuta e pontos venezuelanos, sob monitoramento de autoridades colombianas e venezuelanas. A cidade de Cúcuta registra filas de automóveis para atravessar para solo venezuelano, sob verificações de documentos.
Drones sobrevoaram Caracas, levando a polícia a disparar avisos. O governo informou que não houve confrontos, atribuindo o episódio a aeronaves não autorizadas. A tensão entre Estados Unidos, Colômbia e Venezuela permanece elevada, com o governo venezuelano descrevendo ações como resposta a agressões.
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