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Justiça dos EUA afirma que milhões de arquivos de Epstein não foram publicados

Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirma que mais de dois milhões de documentos de Epstein estão em revisão, com apenas 12.285 já publicados

Protestos nos EUA pedem a liberação de todos os documentos do caso Epstein. O fantasma do financista assombra Trump.
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  • O Departamento de Justiça dos EUA afirmou, na segunda-feira, 5, que continua revisando mais de dois milhões de documentos potencialmente ligados a Jeffrey Epstein.
  • A divulgação dos arquivos começou nos últimos dias de 2025, mas não cumpriu o prazo da Lei de Transparência, que previa divulgação total até 19 de dezembro.
  • Até agora foram publicados cerca de 12.285 documentos, somando mais de 125 mil páginas, o que representa menos de 1% do total em revisão.
  • Em 24 de dezembro foram identificados mais de um milhão de arquivos não incluídos na revisão inicial, ainda dependendo de processamento para eliminar duplicatas.
  • O DOJ informou que mais de 400 advogados atuarão nas próximas semanas e pelo menos cem funcionários do FBI ajudarão no tratamento de informações sensíveis das vítimas.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou na segunda-feira que continua revisando mais de dois milhões de documentos potencialmente relacionados ao criminoso sexual Jeffrey Epstein. A divulgação começou nos últimos dias de 2025, como parte de uma investigação que durou décadas.

No mês anterior, o DOJ já havia iniciado a publicação de parte dos arquivos da investigação, que mirava Epstein, um financista que morreu em 2019 em uma prisão de Nova York enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores. O governo afirma ter custodiado os documentos por motivos legais e de segurança.

A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein estabelece prazo para divulgação total, que não foi cumprido. Cerca de 12.285 documentos, totalizando mais de 125 mil páginas, já foram publicados e representam menos de 1% do total sob revisão.

Ainda segundo a carta, em 24 de dezembro foi identificado mais de 1 milhão de arquivos não incluídos na revisão inicial. Mesmo que alguns sejam duplicados, passarão por processamento para remoção de dados redundantes.

“Resta um trabalho substancial a fazer”, ressaltaram a procuradora-geral Pam Bondi e outros responsáveis. Mais de 400 advogados do Departamento de Justiça atuarão nas próximas semanas, com a participação de pelo menos 100 funcionários do FBI para o tratamento de informações sensíveis das vítimas.

Reação política e proteção de dados

O presidente Donald Trump enfrenta críticas do Partido Democrata por não ter publicado a tempo todos os arquivos relacionados a Epstein. O governo destaca a necessidade de proteger informações sensíveis que dizem respeito às vítimas, o que justificaria a verificação manual dos arquivos.

A carta explica que a revisão manual é necessária para detectar informações de identificação das vítimas. O objetivo é manter a integridade dos dados e evitar vazamentos que possam afetar as vítimas.

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