- Pelo menos três mortos e várias pessoas feridas em Aleppo, segundo a agência SANA, citando o diretor de saúde da cidade, após ataques cujos autores foram alvo de troca de acusações entre forças do governo sírio e as Forças Democráticas Sírias (SDF).
- O Ministério da Defesa afirmou que a SDF continuou a “escalada” ao mirar posições militares e áreas residenciais em Aleppo; a SDF negou responsabilidade, dizendo que as mortes foram causadas por artilharia e mísseis de facções alinhadas ao governo de Damasco.
- O episódio acontece dias após uma reunião entre oficiais da SDF e do governo para tratar a implementação de um acordo firmado há quase dez meses, que visa a integração da região curda semi‑autônoma ao governo central.
- O acordo previa implementação até o fim de 2025, mas pouco progresso foi feito, com cada lado acusando o outro de recuar ou agir de má fé.
- A integração da SDF ao exército sírio poderia sanar a principal fratura do país; caso falhe, há o risco de novo confronto armado e de envolvimento de a Turquia, que vê os curdos como terroristas.
At least three pessoas morreram e várias ficaram feridas na cidade de Aleppo, no norte da Síria, segundo a agência oficial SANA, citando o diretor de saúde de Aleppo. O ataque levou a troca de acusações entre forças do governo e as Forças Democráticas Sirianas (SDF). O episódio ocorreu na terça-feira, 6 de janeiro.
O ministério da Defesa sírio afirmou que a SDF manteve a escalada ao mirar posições militares e áreas residenciais em Aleppo. A SDF, por sua vez, negou responsabilidade, dizendo que as vítimas seriam resultado de artilharia e mísseis indiscriminados de facções alinhadas ao governo de Damasco.
Contexto do acordo de integração
O ataque acontece dias após uma reunião entre autoridades da SDF e do governo sírio sobre a implementação de um acordo firmado há quase 10 meses, que visa integrar a região semi-autônoma curda ao governo central. O acordo deveria entrar em vigor até o fim de 2025, mas avança pouco, com cada lado acusando o outro de empurrar o processo.
A SDF teme perder a autonomia, mesmo mantendo controle de prisões ligadas ao Estado Islâmico e de recursos petrolíferos. A integração completa poderia reduzir rupturas históricas, porém falhas nesse processo aumentam o risco de confronto armado que poderia envolver a Turquia, que vê os combatentes curdos como terroristas.
Desdobramentos recentes
No dia 22 de dezembro, forças do governo e a SDF concordaram em uma de-escalada em Aleppo, após uma onda de ataques que deixou ao menos dois civis mortos. O incidente atual coloca novamente em evidência as dificuldades para a implementação do acordo.
As informações são da Reuters, com reportagens de Muhammad Al Gebaly e Menna Alaa El Din.
Entre na conversa da comunidade