- O líder do Conselho Transicional do Sul do Iêmen, Aidarous al-Zubaidi, não embarcou para a Arábia Saudita para as negociações sobre o fim da escalada militar.
- O governo apoiado pela Arábia Saudita expulsou Zubaidi e o acusou de traição.
- Suas forças avançaram em direção à fronteira com a Arábia Saudita, alterando o equilíbrio de poder no conflito.
- Zubaidi é conhecido por defender a independência do sul e mantém atuação ao lado do grupo armado STC, apoiado pelos Emirados Árabes Unidos.
- O líder pediu referendo de independência em dois anos, indicando a intenção de separação do norte.
Aidrooms al-Zubaidi, líder do Conselho Sulista de Transição (STC) no Iêmen, não embarcou em voo a Arábia Saudita para negociações sobre a escalada militar que fez com que suas forças avançassem até a fronteira sul no mês passado. A ausência dele gerou incerteza em meio ao conflito de mais de uma década.
O STC é aliado do governo apoiado pela Arábia Saudita, mas move-se por uma agenda de independência para o sul do Iêmen. Zubaidi é visto como uma figura-chave no movimento separatista desde a criação do STC, em 2017, com apoio dos Emirados Árabes Unidos.
Na última semana, Zubaidi havia anunciado a possibilidade de um referendo sobre independência para o sul em dois anos, sinalizando a intensificação da disputa entre o STC e o governo de Sana’a, apoiado pela Arábia Saudita. A tensão aumentou após as forças do STC tomarem áreas estratégicas.
Em novembro e dezembro, o conflito envolveu avanços do STC em território estratégico e reversões potenciais para o governo reconhecido internacionalmente. O episódio de hoje amplia as fragilidades da mediação regional entre Riyad e Abu Dabi.
A manobra ocorre em meio a acusações de traição dirigidas ao líder pelo Conselho Presidencial apoiado pela Arábia Saudita, que expulsou Zubaidi do quadro político local. O episódio ressalta o risco de uma cisão mais profunda no Iêmen.
Contexto: o Iêmen permanece imerso em uma guerra civil com impactos humanitários severos, agravados pela rivalidade entre Arábia Saudita e Emirados, aliados de potências ocidentais. A nova etapa coloca o sul em posição de negociações mais ambíguas.
Relatórios indicam que, sem o líder do STC, as negociações com mediadores internacionais ganham nova dinâmica, com foco em frear a violência e evitar uma escalada que afete o território fronteiriço com a Arábia Saudita.
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