- Venezuela para o Brasil a partir de 2016: Benjamin Mast, produtor de audiovisual, montou uma empresa no Paraná com a esposa e tem uma filha, migrando buscando oportunidades no setor.
- Mast é contra a invasão dos EUA na Venezuela, descrevendo a situação como dolorosa, com risco de colônia e polarização política acentuada no país.
- Lívia Esmeralda Vargas González, professora da Universidade Federal de Integração Latino-Americana (Unila), veio em 2016 para doutorados; em 2023, o filho Aquiles Léon, de 21 anos, veio morar com ela em Foz do Iguaçu e seguiu para engenharia da energia na Unila.
- Maria Elias, técnica de informática, migró em 2015 com a família e abriu uma lanchonete; iniciou com culinária libanesa, expandiu para italiana, árabe e mediterrânea, buscando sustento e oportunidades.
- Elas cuidam da dor pela situação da Venezuela, destacando a dificuldade econômica, a violência, a incerteza política e o impacto humano, além das mudanças no cotidiano familiar e profissional.
O venezuelano Benjamin Mast chegou ao Brasil em 2016, quando já enfrentava a crise econômica em casa. Jornalista da agência, ele buscava oportunidades na área de audiovisual após trabalhos anteriores no Brasil. Hoje, aos 44 anos, ele vive no Paraná, em Roraima? (Aclarecer: ele está estabelecido no estado do Paraná conforme o texto, com produtora familiar.)
Mast revela que a migração foi menor no início, em comparação com o fluxo de venezuelanos que chegou ao Brasil a partir de 2017. Ele mantém uma produtora de audiovisual com a esposa e uma filha de um ano, destacando que seus primeiros trabalhos no Brasil começaram em 2014, quando a demanda ainda era mais baixa na Venezuela.
O produtor afirma que é contrário à invasão dos EUA na Venezuela e expressa que o país pode se tornar uma colônia caso a intervenção prossiga. Também aponta que as sanções econômicas dos EUA contribuíram para a crise, além de apontar o peso da violência e da polarização política na situação venezuelana.
Perspectiva de Livia Esmeralda Vargas González
Livia Esmeralda Vargas González trabalha como professora na Unila, em Foz do Iguaçu. Ela chegou ao Brasil em 2016 com bolsa de doutorado na Ufop, iniciada em 2017, e concluiu dois doutorados em cinco anos, um em história e outro em filosofia. A migração foi motivada pela crise venezuelana.
Ao longo do doutorado, Livia manteve o foco em temas sobre a história da Venezuela, o que tornou o percurso migratório mais desafiador pela distância da família. Ela relata que, apesar da gratidão ao Brasil, a distância da família gera dor constante.
O filho Aquiles Léon, de 21 anos, passou a morar em Foz do Iguaçu com a mãe em agosto do ano passado. Ele foi selecionado para a Unila para o curso de engenharia da energia, após um processo para alunos latino-americanos. Livia observa que a situação venezuelana impõe dificuldades econômicas, sociais e profissionais aos colegas de profissão.
Culinária como ponte profissional e humana
Maria Elias, técnica de informática, chegou ao Brasil em 2015 com o marido e dois filhos, em busca de oportunidades diante da crise na Venezuela. O primeiro caminho foi a culinária, em uma lanchonete próxima de onde moravam, com base na herança árabe.
Com o tempo, o cardápio ganhou espaço para comida italiana, árabe e mediterrânea, ampliando a clientela e abrindo portas para novos trabalhos. Maria destaca que a adaptação à língua e à cultura brasileira foi desafiadora, mas permitiu sustento estável.
Ela comenta que alguns parentes na Venezuela ainda enfrentam dificuldades e que a saída de Maduro foi vista com esperança, embora a situação política continue confusa. Maria aponta a necessidade de eleições livres no país, sem prever quando isso ocorreria. O objetivo é a Venezuela renascer e manter a produção.
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