- Os Estados Unidos vão decidir quais petroleiras poderão operar na Venezuela e atuar como intermediários entre as companhias e o governo venezuelano.
- Trump afirmou que as empresas negociarão apenas com os EUA, não com a Venezuela, garantindo segurança para as operações.
- A declaração ocorre seis dias após a captura de Nicolás Maduro em uma incursão militar norte‑americana.
- O governo dos Estados Unidos já impôs sanções ao petróleo venezuelano em dois mandatos, com recompensas para Maduro que chegaram a 50 milhões de dólares.
- Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram transferidos para Nova York para enfrentar processos por narcotráfico e outras acusações.
O governo dos Estados Unidos afirmou que irá definir quais petroleiras podem operar na Venezuela e atuará como intermediário entre as companhias e o governo venezuelano. A declaração foi divulgada pelo presidente Donald Trump.
Trump fez o anúncio nesta sexta-feira, 9, ao receber mais de vinte representantes do setor petrolífero na Casa Branca. Ele informou que as negociações devem ocorrer apenas entre empresas e o governo dos EUA, não com a Venezuela.
Segundo o mandatário, as empresas terão garantias de segurança para operar no país. Ele afirmou ainda que, no passado, o setor não tinha esse respaldo e que, agora, há garantias para as operações.
Contexto
O governo americano já havia decretado sanções ao petróleo venezuelano em 2019, durante o primeiro mandato de Trump. O objetivo era pressionar o regime de Nicolás Maduro.
Além disso, a administração impôs uma recompensa de até 50 milhões de dólares por Maduro, cifra que, sob a gestão de Biden, permaneceu em vigor para o líder venezuelano. A quantia é destinada a quem fornecer informações que contribuam com a captura.
No dia 3 de janeiro, membros das forças norte‑americanas teriam capturado Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, em uma operação que também atingiu o mercado petrolífero global. Ambos foram levados para Nova York para enfrentar acusações.
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