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Chefe da COP31 da Austrália planeja lobby com petrostates

Bowen planeja usar o Copo31 como presidente de negociações para pressionar petrostatos, incluindo Arábia Saudita, por avanços na transição global de combustíveis fósseis

Chris Bowen at Cop30 in Brazil. When he leads negotiations at Cop31, Bowen will focus on countries obstructing the phaseout of fossil fuels.
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  • Chris Bowen, chefe de negociações climáticas para a Cop31, planeja pressionar petrostados como a Arábia Saudita para acelerar o fim dos combustíveis fósseis, adotando uma postura de “engajamento” firme.
  • O objetivo é dialogar com países com os quais tradicionalmente há discordância, e não apenas com os que já apoiam ações climáticas.
  • A Cop31 será sediada pela Turquia, conforme acordo, e Bowen quer obter avanços significativos em comparação com a Dubai 2023 e a Rio 2024, buscando passos concretos.
  • Um evento pré-conferência no Pacífico está previsto para destacar vulnerabilidade de pequenas ilhas diante da crise climática; o Fórum das Ilhas do Pacífico deverá escolher o local da realização.
  • Australiano afirma que, apesar de ter sido impedido de sediar integralmente, a Cop31 representa oportunidade para o país, com foco em revisão do mecanismo de salvaguarda e no padrão nacional de eficiência de veículos para avançar metas de emissões até 2035.

Chris Bowen, ministro australiano de Mudança Climática e Energia, assumiu o papel de “presidente das negociações” para a COP31 e planeja abrir canais de diálogo com grandes emissores para avançar o phaseout de combustíveis fósseis. A estratégia envolve engajamento ativo com países que costumam divergir das posições da comunidade internacional.

Segundo Bowen, a próxima cúpula da ONU requer uma abordagem prática com países que tradicionalmente freiam progressos. Ele citou a Arábia Saudita como exemplo de país com influência para bloquear avanços em fóruns climáticos. A intenção é buscar entendimentos que facilitem avanços tangíveis na transição energética.

A COP31 terá a vantagem de um acordo de organização com a Turquia, que cedeu direitos de sede, enquanto Australia buscaria impacto global por meio de um evento pré-conferência no Pacífico, voltado a nações insulares em risco. Bowen destaca a importância de ampliar a participação de países que geralmente não apoiam acordos robustos.

Bowen ressalta que o embate entre interesses econômicos e ambientais exige uma atuação firme. O foco são as negociações com países emergentes e petroestados, para construir uma agenda com passos mensuráveis na redução de emissões. A ideia é promover um avanço significativo desde Dubai, em 2023, até a COP31.

O ministro também aponta que a Austrália, como grande exportadora de combustíveis fósseis, tem credibilidade para discutir mudanças com fornecedores de petróleo e gás. A meta nacional prevê redução de 62% a 70% das emissões até 2035, exigindo revisão de políticas como o mecanismo de salvaguarda e padrões de eficiência veicular.

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