- Donald Trump lançou um ultimato a Cuba, pedindo que o regime chegue a um acordo com os Estados Unidos antes que seja tarde.
- O governo cubano informou que não receberá mais petróleo nem dinheiro da Venezuela, que até então sustentava a economia da ilha.
- Trump afirmou que a maioria dos mortos na operação que atacou Nicolás Maduro eram cubanos que protegiam o presidente, segundo a Venezuela; segundo La Habana, 56 militares morreram no ataque, dos quais 32 eram cubanos.
- O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, respondeu em X que Cuba é uma nação livre, independente e soberana, e que não aceita imposições de Washington.
- Possíveis novas medidas e intervenções na região aparecem no discurso de Trump, com o senador Marco Rubio destacando a escolha entre uma economia real ou uma ditadura, enquanto o governo cubano atribui a crise ao bloqueio dos EUA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Cuba precisa chegar a um acordo com Washington antes que seja tarde. O ultimato foi feito após a intervenção na Venezuela, alvo principal das críticas de defesa de Caracas. A Casa Branca informou que Cuba não deve mais contar com apoio financeiro ou petróleo da Venezuela.
Trump disse que Cuba não pode depender do petróleo e do dinheiro venezuelano para manter o regime e que já não recebe esse suporte estratégico. O presidente ressaltou que Cuba forneceu apoio de segurança a governos anteriores na região, mas que essa linha está encerrada.
Ele também indicou que a presença militar dos EUA na região é forte e contínua, e que medidas adicionais podem surgir conforme a situação evolua. O objetivo, segundo o discurso do republicano, é forçar mudanças políticas sem necessidade de ações diretas na ilha.
Resposta de Cuba
O governo cubano reagiu por meio de mensagens públicas do presidente Miguel Díaz-Canel, afirmando que Cuba é uma nação livre e soberana, capaz de definir seus rumos sem imposições externas. O texto enfatizou que a ilha não ataca, mas enfrenta agressões históricas de Washington.
Díaz-Canel destacou que Cuba sofre há décadas com o bloqueio econômico dos EUA e que as dificuldades atuais decorrem desse regime de sanções. Afirmou que a provocação externa não determina as decisões do país e que a defesa da pátria permanece, conforme o patriotismo cubano.
Analistas brasileiros e estrangeiros avaliam que a queda de Caracas poderia influenciar a região, mas ressaltam incertezas sobre como Cuba reagiria a mudanças rápidas. Especialistas destacam que o regime cubano já enfrentou crises anteriores sem ceder a pressões externas.
O debate político na região segue centrado na relação entre Cuba, Venezuela e os Estados Unidos, com diferentes visões sobre o impacto de intervenções e sobre possíveis cenários futuros para a governança cubana.
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