- Os Estados Unidos lançaram uma nova ofensiva aérea contra o Estado Islâmico na Síria, chamada de Operação Hawkeye Strike, por volta de doze e meia, em retaliação à emboscada que matou dois soldados americanos e um intérprete civil em Palmira no mês anterior.
- Os ataques foram realizados em coordenação com forças aliadas e atingiram várias posições do Estado Islâmico em diferentes regiões da Síria.
- A emboscada em Palmira, em 13 de dezembro, deixou três vítimas entre militares e apoio logístico: o sargento Edgar Brian Torres-Tovar, o sargento William Nathaniel Howard e Ayad Mansoor Sakat, intérprete contratado residente em Michigan.
- O Comando Central informou que a operação teve grande escala e reforçou a mensagem de que ataques contra combatentes americanos serão respondidos, independentemente de onde ocorram.
- No cenário sírio, há deslocamentos em Aleppo, com cerca de 155 mil moradores mudando de cidade desde o início dos confrontos, ao passo que 21 civis teriam morrido; as Forças Democráticas Sírias seguem em posição central na região, com futuro institucional indefinido.
O Pentágono informou que os EUA realizaram, no sábado, ataques aéreos coordenados contra o Estado Islâmico na Síria. A ofensiva ocorreu após a emboscada que matou dois soldados americanos e um intérprete civil na cidade de Palmira, no mês anterior. A operação, chamada Hawkeye Strike, envolveu forças americanas e aliados em várias regiões sírias.
Segundo o Comando Central dos EUA, os ataques começaram por volta das 12h30, no horário do leste, e atingiram múltiplas posições do EI. O objetivo foi responder ao ataque de Palmira e degradar a capacidade do grupo de planejar ataques futuros, sem detalhar unidades envolvidas.
Operação Hawkeye Strike
O anuncio oficial descreveu a ofensiva como de grande escala e coordenada com forças aliadas. A nota ressaltou a determinação de combater quem ataca combatentes dos EUA, afirmando que a justiça será buscada onde quer que o grupo esteja.
Contexto regional e cooperação com Damasco
A ofensiva vem em meio a mudanças políticas locais, com maior cooperação entre EUA e governo sírio após o ataque em Palmira. A visita do líder sírio Ahmed al-Sharaa aos EUA, em novembro, abriu espaço para diálogo sobre a coalizão contra o EI.
Situação em Aleppo e áreas curdas
Relatos da mídia síria indicam deslocamentos de combatentes curdos de Aleppo para o nordeste, após um cessar-fogo. Guarnições reportaram evacuações de civis, com pelo menos 21 mortes no período. As Forças Democráticas Sírias mantêm presença estratégica na região.
Enfoque diplomático
O enviado dos EUA para a região, Tom Barrack, reuniu-se com al-Sharaa para defender a retomada das negociações entre Damasco e lideranças curdas. Barrack reiterou o compromisso com acordos de integração e a preservação dos direitos das forças curdas.
Contexto histórico
O EI expandiu-se em 2014, perdendo território mas mantendo capacidade operacional em áreas desertas sírias. A coalizão liderada pelos EUA continua a atuar contra o grupo, com foco em alvos estratégicos, infraestrutura e logística do EI.
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