- O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifa de 25% sobre qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã, com efeito imediato.
- A tarifa incidirá sobre todas as transações comerciais entre esses países e os Estados Unidos, conforme anúncio na rede social dele; a ordem foi apresentada como definitiva e irrecorrível.
- O anúncio ocorre durante uma das maiores ondas de protestos no Irã, com atos pró-regime e repressão de autoridades.
- O governo iraniano afirmou que protestos pacíficos são tolerados, mas atribui os distúrbios a “terroristas do estrangeiro” e a possibilidade de invasão pelos EUA e por Israel.
- Trump tem dito que possui opções fortes, incluindo a via militar, e afirma estar em contato com líderes da oposição iranianos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira a imposição de uma tarifa de 25% sobre qualquer país que negocie com a República Islâmica do Irã. A medida passa a valer de imediato e afeta todas as transações comerciais com os EUA. A justificativa citada é de que essa política visa pressionar Teerã.
Trump afirmou, por meio das redes sociais, que a tara será aplicada imediatamente a todos os países que lidarem com o Irã. Ele descreveu a ordem como definitiva e irrecorrível, sem mencionar exceções.
A notícia ocorre em meio a uma das maiores ondas de protestos contra o governo iraniano dos últimos anos. Nos últimos dias, cidades do Irã registraram manifestações que cresceram em intensidade e número de participantes.
Nesta segunda-feira, o Irã divulgou que atos pró-regime foram realizados em várias cidades, para criticar as mobilizações e o que chamam de interferência externa. Autoridades pedem calma, mas reconhecem distúrbios.
Organizações não-governamentais apontam que as manifestações já deixaram centenas de mortos e milhares de presos. Autoridades iranianas afirmam que a violência é provocada por sabotadores e “terroristas estrangeiros”.
Nos EUA, Trump tem reiterado que monitora o Irã e que possui opções consideradas “muito fortes”, incluindo ações militares. O presidente disse estar em contato com líderes da oposição iraniana para influenciar os eventos na região.
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