- Um adolescente da região de New South Wales foi indiciado por doze contagens de crimes de telecomunicações, acusado de fazer chamadas falsas relatando tiroteios em varejistas e instituições de ensino nos EUA.
- A investigação da Polícia Federal Australiana (Australian Federal Police) teve início após inteligência do FBI sobre um membro com base na Austrália de uma rede criminosa online ligada a chamadas de hoax de “swatting”.
- Em estudo na casa dele, no mês passado, foram apreendidos vários dispositivos eletrônicos e uma arma de fogo proibida.
- O jovem também responde por uma acusação de posse não autorizada de arma proibida.
- A AFP informou que esse tipo de crime costuma envolver jovens de 11 a 25 anos que buscam status em grupos online, gerando alarde e consumo de recursos de emergência.
Um adolescente da região de New South Wales, na Austrália, foi acusado de realizar chamadas falsas relatando tiroteios em massa em varejistas e instituições educacionais dos Estados Unidos, segundo a polícia na terça-feira.
A investigação da Polícia Federal Australiana (AFP) teve início após informações da FBI sobre um membro baseado na Austrália de uma rede criminosa online ligado a hoaxes de “swatting”. No mês passado, a polícia cumpriu mandado de busca na residência do jovem e apreendeu vários dispositivos eletrônicos e uma arma de fogo proibida.
Ele responde a 12 acusações de violações de telecomunicações, por supostamente realizar várias chamadas falsas aos serviços de emergência alegando tiroteios em instituições norte-americanas. Além disso, enfrenta uma acusação de posse não autorizada de uma arma proibida.
“Este caso evidencia que, mesmo diante da distância, ações de jovens podem causar alarmes generalizados e impactos financeiros relevantes para terceiros”, afirmou Graeme Marshall, subcomissário interino da AFP. Ele ressaltou que crimes assim costumam envolver menores de 11 a 25 anos em busca de status online.
Jason Kaplan, diretor assistente da Divisão de Operações Internacionais do FBI, descreveu o swatting como crime perigoso que coloca vidas em risco e consome recursos de emergência. Kaplan destaca a cooperação entre autoridades, parceiros internacionais e setor privado para responsabilizar autores.
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