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Exxon Mobil quer visitar a Venezuela apesar da repreensão de Trump

Exxon mantém interesse na visita à Venezuela e pode enviar equipe técnica para avaliação de infraestrutura, mesmo após retórica de Trump

Exxon Mobil signage is displayed at the JEC World Composites Show at the Villepinte Exhibition Center, near Paris, France, March 4, 2025. REUTERS/Benoit Tessier
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  • Exxon Mobil ainda tem interesse em visitar a Venezuela e pode enviar uma equipe de avaliação ao país.
  • O CEO Darren Woods disse que são necessárias mudanças legais e proteção de investimentos antes de a Exxon operar na Venezuela.
  • Dias depois, o presidente Donald Trump afirmou que não gostou da resposta da empresa e pode mantê-la de fora.
  • Executivos da Exxon ficaram surpresos com o episódio, já que Woods havia dito que a administração poderia ajudar a resolver os problemas do país.
  • A Exxon pode enviar uma equipe técnica em semanas para avaliar infraestrutura de óleo e ativos; a Chevron já opera na região, e dívidas herdadas de expropriações são entrave para investimentos.

Exxon Mobil mantém o interesse em visitar a Venezuela e está disposto a enviar uma equipe de avaliação ao país, segundo uma fonte próxima à estratégia da empresa. A declaração ocorre um dia depois de Donald Trump indicar que pode manter a empresa afastada.

Durante uma reunião na Casa Branca na sexta-feira, junto a executivos do setor, o CEO da Exxon, Darren Woods, afirmou que a Venezuela precisa de mudanças legais e proteção a investimentos para que a Exxon opere no país.

Dias depois, Trump afirmou a repórteres que não gostou da resposta da Exxon e sinalizou a possibilidade de manter a empresa fora da Venezuela. A declaração aumentou a surpresa entre executivos da Exxon.

Woods comentou que a Exxon poderia enviar uma equipe técnica à Venezuela em semanas para iniciar a avaliação de infraestrutura petrolífera e ativos. A companhia não respondeu a pedidos de comentário.

Contexto setorial

A Exxon, a ConocoPhillips e a Chevron foram grandes parceiras da PDVSA antes da nacionalização ocorrida entre 2004 e 2007. A Chevron permanece operando, enquanto as outras companhias saíram e enfrentam dívidas amplas por arbitragens.

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