- A Quaest aponta que 58% dos brasileiros temem que algo parecido com a ação dos EUA na Venezuela ocorra no Brasil; 40% não têm medo.
- A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas entre 8 e 11 de janeiro, com margem de erro de dois pontos e 95% de confiança.
- Sobre a ação militar que capturou Nicolás Maduro em 3 de janeiro, 46% aprovam, 39% desaprovam e 15% não souberam/não responder.
- Em relação à resposta do Brasil, 51% consideram errada a posição adotada pelo governo; 37% disseram que foi certa; 66% defendem neutralidade do Brasil diante dos fatos.
- Maduro foi deposto, preso e deverá ser julgado nos EUA; a vice-presidente Delcy Rodríguez comanda a Venezuela, sob pressão dos EUA, mantendo a estrutura chavista.
A Quaest divulgou nesta quinta-feira 15 que 58% dos brasileiros temem que algo semelhante à ação dos EUA na Venezuela possa ocorrer no Brasil. Outros 40% dizem não ter esse temor. A pesquisa foi realizada entre 8 e 11 de janeiro, com 2.004 entrevistas.
O estudo, encomendado pela Genial Investimentos, mostra ainda que 46% aprovam a ação militar que capturou Nicolás Maduro no dia 3 de janeiro, enquanto 39% desaprovam. 15% não souberam ou não responderam.
Entre os segmentos, 74% dos lulistas dizem temer um desdobramento semelhante, versus 57% entre bolsonaristas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com confiança de 95%.
Ação dos EUA na Venezuela
Quase metade dos brasileiros aprova a operação que bombardeou pontos em Caracas e capturou Maduro. A pergunta seguiu o formato: você aprova ou desaprova a ação militar dos EUA na Venezuela?
Aprova: 46%. Desaprova: 39%. Não sabe/não respondeu: 15%.
Reação do Brasil
Ao questionar sobre a resposta do Brasil, 51% dizem que foi errada, enquanto 37% consideraram correta. O levantamento também registrou o posicionamento sobre a atuação do governo Lula frente ao episódio.
66% defendem que o Brasil adote neutralidade, 18% apoiam, 10% se opõem e 6% não souberam responder.
Captura de Maduro
Nicolás Maduro foi deposto pelo governo dos EUA no dia 3 de janeiro e transferido para julgamento nos Estados Unidos, sob acusações relacionadas ao narcotráfico. A vice, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interinamente na Venezuela.
Entre na conversa da comunidade