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Acordo UE-Mercosul é assinado neste sábado no Paraguai

Assinatura do acordo Mercosul-UE neste sábado, em Assunção, com Mauro Vieira representando o Brasil; Lula não comparece, enquanto persiste a resistência europeia

Rio de Janeiro (RJ), 16/01/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula van der Leyen, durante reunião no Palácio do Itamarati antes da assinatura do acordo Mercosul - União Européia. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • O acordo entre Mercosul e União Europeia será assinado neste sábado, em Assunção, no Paraguai; o presidente Lula não estará presente e será representado pelo chanceler Mauro Vieira.
  • O evento está previsto como ministerial, com convites enviados de última hora.
  • Lula se encontrou na sexta-feira com Ursula von der Leyen e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, em gesto de apoio à assinatura.
  • O acordo elimina parte de tarifas e beneficia exportações europeias de automóveis, máquinas, vinhos e queijos, enquanto facilita a entrada de carne, arroz, mel e soja sul-americanos na Europa.
  • Críticos argumentam que o mercado europeu pode sentir impacto com a entrada de produtos sul-americanos mais competitivos, enquanto defensores dizem que o acordo diversifica oportunidades para a UE diante da concorrência da China e da política tarifária dos Estados Unidos.

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia será assinado neste sábado em Assunção, Paraguai. O presidente Lula não estará presente; o chanceler Mauro Vieira o representará no evento. A assinatura deve ocorrer em nível ministerial, com convites enviados de última hora.

Na sexta-feira, Lula recebeu Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu, no Rio de Janeiro. O encontro foi uma saudação à assinatura do acordo, que vem sendo negociado desde 1999.

O texto reduz parte de tarifas entre os blocos e favorece exportações europeias de automóveis, máquinas, vinhos e queijos. Por outro lado, facilita a entrada de carne, arroz, mel e soja sul-americanos na UE.

Contexto e críticas

Alguns setores agrícolas europeus questionam o impacto do acordo, elevando preocupações sobre competição. Macron anunciou que votará contra o acordo, apontando resistências internas na França.

Defensores do trilho comercial ressaltam que o acordo pode diversificar oportunidades para a UE, pressionada pela concorrência chinesa e pela política tarifária dos EUA, mantendo o foco em regras e equilíbrios de mercado.

Com informações de AFP

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