- A morte de Jerwin Royupa, jovem filipino de 21 anos, foi encaminhada pela corregedoria de New South Wales à Polícia Federal australiana para novas investigações.
- Royupa morreu em março de 2019 após sair voluntariamente de um furgão durante programa de treinamento; o teste indicou exploração e possível conduta criminosa durante cinco semanas na Austrália.
- O patrocinador do programa de treinamento, que não pode ser identificado por razões legais, foi citado pela corregedoria por conduta deplorável e por demorar a chamar atendimento médico após a queda.
- A perícia apontou que Royupa trabalhava principalmente com atividades manuais, sem participação em treinamento educacional previsto, com jornadas de até sessenta horas semanais e sem proteção adequada.
- A promotoria também recomendou encaminhar o material do inquérito à AFP para novas apurações, além de pedidos de revisão interna no Departamento de Assuntos Internos sobre vistos de treinamento e medidas de combate à escravidão moderna.
Um inquérito na Nova Gales do Sul revelou que Jerwin Royupa, 21 anos, migrante filipino, morreu após sair de um veículo em movimento em março de 2019. A investigação apontou exploração e potencial conduta criminosa durante cinco semanas no país.
A coroner substituta do estado, Rebecca Hosking, determinou que o estagiário de uma vinícola foi submetido a condições de trabalho degradantes. Royupa deixou o veículo voluntariamente após ameaças do empregador, que não pode ser identificado por questões legais.
Royupa faleceu no Royal Melbourne Hospital, devido a complicações de ferimentos múltiplos. A coroner não conseguiu identificar com precisão o motivo que o levou a abandonar o veículo, mas não excluiu a possibilidade de ameaça.
O inquérito, realizado em dezembro de 2024, também destacou que Royupa não recebia treinamento educacional conforme prometido e enfrentava jornadas de até 60 horas semanais, em condições de calor extremo, sem proteções básicas.
Desdobramentos e recomendações
Hosking encaminhou o caso à Polícia Federal australiana para eventuais investigações adicionais. A magistrada sugeriu à ministra de Assuntos Internos revisar a política de vistos de treinamento 407.
Entre as recomendações, também está a implementação de treinamentos obrigatórios sobre escravidão moderna para policiais em áreas de alto risco. O Departamento de Assuntos Internos afirmou que colaborou plenamente com o inquérito.
O Departamental afirmou que está revisando reforços regulatórios para o visto de treinamento 407 e integrará as constatações da coroa nesses ajustes. A divulgação enfatizou ainda que todas as aplicações são rigorosamente analisadas.
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