- O venezuelano Jorge Figueira, de 59 anos, é acusado de lavar aproximadamente US$ 1 bilhão por meio de carteiras de criptomoedas e empresas de fachada, em operação de alcance global.
- Ele pode pegar até 20 anos de prisão se condenado por conspiração para lavar dinheiro; a investigação afirma que a rede processou fundos ilícitos em várias regiões desde 2018.
- A queixa afirma que o esquema convertia dinheiro em criptomoedas, passava por múltiplas carteiras e trocava de volta para dólares antes de enviar os recursos a destinatários em jurisdições de alto risco, como Colômbia, China, Panamá e México.
- Segundo autoridades, mais de US$ 1 bilhão passou por carteiras e contas ligadas à operação entre 2018 e o presente, com a maior parte vindo de plataformas de negociação de criptomoedas.
- A denúncia foi apresentada no distrito leste da Virgínia, como parte de uma ofensiva federal contra crimes envolvendo criptomoedas.
Jorge Figueira, nacional venezuelano de 59 anos, é acusado pela Justiça dos EUA de lavar cerca de US$ 1 bilhão por meio de carteiras de criptomoedas e empresas de fachada em uma operação que, segundo os promotores, envolve várias continentes. A denúncia foi apresentada na Justiça Federal da Virginia, Distrito Leste, nesta semana, com ele sendo alvo de uma investigação que aponta ocultação de transações à fiscalização.
Segundo a acusação, Figueira dirigiu uma aparato de lavagem sofisticado que transformava dinheiro em criptomoeda, passava por diversas carteiras digitais e trocava de volta para dólares antes de repassar os recursos a destinatários em jurisdições de alto risco, incluindo Colômbia, China, Panamá e México.
Os promotores afirmam que mais de US$ 1 bilhão trafegaram por carteiras criptográficas e contas financeiras entre 2018 e os dias atuais, com a maior parte dos recursos recebidos de plataformas de negociação de criptomoedas. A rede teria, ainda, mobilizado subordinados para realizar centenas de transferências.
Rede de operações multinacional
Documentos judiciais indicam que Figueira recrutou subordinados para executar transferências que visavam obscurecer a origem e o destino dos fundos, recorrendo a contas bancárias, contas de exchanges, carteiras digitais privadas e empresas de fachada para movimentar grandes volumes de dinheiro.
O FBI, em Washington, informou ter identificado aproximadamente US$ 1 bilhão em criptomoedas passando por carteiras vinculadas à operação. As atividades envolveriam clientes e empresas de diversas partes do mundo, segundo os investigadores.
A promotora federal Lindsey Halligan ressaltou a escala do suposto crime, destacando que a lavagem em grande dimensão facilita a atuação de organizações criminosas transnacionais. Ela informou que quem movimenta recursos ilícitos de bilhões pode ser localizado e responsabilizado.
Contexto de enforcement
As acusações contra Figueira ocorrem em meio a uma intensificação da fiscalização federal contra crimes envolvendo criptomoedas. Recentemente, autoridades destacaram dados sobre crimes com criptomoedas e golpes on-line em várias jurisdições.
Vale lembrar que, neste processo, Figueira permanece preso até eventual julgamento, e a presunção de innocence vigora até decisão judicial definitiva. A ação está sob responsabilidade da Justiça Federal e da U.S. Attorney’s Office.
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