Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Fatos-chave do acordo entre Reino Unido e Maurícia sobre Ilhas Chagos

Reino Unido transfere soberania dos Chagos para Mauritius; pagamento de 101 milhões de libras por ano assegura base militar de Diego Garcia em lease de noventa e nove anos

Members of the British Chagossian community demonstrate, as they wait to hear the outcome of a court injunction that temporarily blocked the UK from concluding Chagos Islands deal with Mauritius, outside the High Court in London, Britain, May 22, 2025. REUTERS/Suzanne Plunkett
0:00
Carregando...
0:00
  • O Arquipélago de Chagos tem seis atóis e mais de seiscentas ilhas no Oceano Índico; cerca de quatro mil pessoas vivem lá hoje, e não há população indígena desde a expulsão de até dois mil trabalhadores nas décadas de sessenta e setenta para a base de Diego Garcia.
  • O acordo prevê a transferência de soberania para Maurício, com o Reino Unido aceitando em outubro de 2024; em maio de 2025 o Reino Unido pagaria a Maurício 101 milhões de libras por ano, totalizando 3,4 bilhões de libras ao longo do contrato de noventa e nove anos.
  • Diego Garcia é uma base militar estratégica para Estados Unidos e Reino Unido; operações recentes incluem ações contra alvos no Iêmen e apoio humanitário, além de atuação na região contra grupos extremistas.
  • Em 2019, a Corte Internacional de Justiça, a pedido da Assembleia Geral das Nações Unidas, afirmou que o Reino Unido deveria devolver o controle a Maurício, em decisão não vinculativa.
  • Há preocupações de várias partes: questionamentos de autoridades mauricianas, protestos de Chagossianos e críticas de setores britânicos, com disputas legais anteriores envolvendo atuação da justiça.

O acordo entre Reino Unido e Maurício sobre as Ilhas Chagos foi assinado em 2026, após anos de pressão internacional para revisar a soberania sobre o arquipélago no Oceano Índico. O texto do acordo prevê a transferência de soberania, mantendo, ao mesmo tempo, questões de uso estratégico do território.

A mudança ocorre em meio a controvérsias sobre a presença militar em Diego Garcia, base-chave para operações da defesa dos EUA e do Reino Unido. A faturação prevista envolve pagamento anual de 101 milhões de libras, totalizando cerca de 3,4 bilhões de libras ao longo de 99 anos de arrendamento da base.

O arquipélago Chagos compreende seis atóis e mais de 600 ilhas, a aproximadamente 500 km ao sul das Maldivas. Atualmente, cerca de 4 mil pessoas vivem na região, sem população indígena desde as expulsões forçadas ocorridas no final dos anos 1960 e início dos 1970.

A decisão foi anunciada após intensos debates e críticas de legisladores britânicos, de residentes de Diego Garcia e de comunidades chagossianas que vivem no exterior. A transmissão de soberania representa um desfecho negociado sob pressão internacional.

Contexto e reações

O acordo recebeu apoio de aliados, incluindo Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Índia. Em 2024, o Reino Unido havia sinalizado a intenção de ceder a soberania a Maurício, que se tornou independente em 1968.

O Tribunal Internacional de Justiça, em 2019, havia determinado que a Grã-Bretanha deveria devolver o controle ao Maurício. A decisão não foi vinculativa, mas influenciou o debate diplomático. Maurício tem reforçado sua posição ao longo de 2024 e 2025.

Alguns representantes chagossianos e críticos protestaram diante da falta de consulta prévia sobre o acordo. A posição de lideranças britânicas, incluindo oposicionistas, também divergiu ao longo do processo. O tema permanece sensível para comunidades deslocadas.

Perspectivas e próximos passos

O acordo define a base de Diego Garcia com vigência de 99 anos, mantendo o uso estratégico para as potências envolvidas. O regime financeiro e as garantias legais devem ser detalhados em documentos complementares, ainda em discussão entre as partes.

As autoridades de Maurício afirmam que a transferência é um marco para a soberania e desenvolvimento nacional. Em contrapartida, opositores destacam a complexidade histórica do tema e a necessidade de assegurar direitos aos deslocados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais