- Um Uzbeque, Akhmadzhon Kurbonov, recebeu prisão perpeta após tribunal militar em Moscou considerá-lo culpado pelo assassinato do general Igor Kirillov e de seu assistente, Ilya Polikarpov, em um ataque com bomba em 2024, supostamente ordenado pela Ucrânia.
- Kirillov era o chefe das Tropas de Proteção Nuclear, Biológica e Química da Rússia; Polikarpov foi morto junto com ele, quando a bomba, escondida em um patinete elétrico, foi detonada remotamente em dezembro de 2024.
- A Procuradoria de Investigação informou que Kurbonov e três cúmplices foram julgados por terrorismo e tráfico de explosivos. Os cúmplices receberam penas de 18 a 25 anos de prisão.
- A investigação afirmou que o atentado foi planejado na Ucrânia, com os explosivos entrando na Rússia vindo da Polônia; um dos envolvidos, Robert Safaryan, guardou os componentes em casa na Rússia.
- Kurbonov se declarou culpado; os demais não se manifestaram. O caso é parte de uma série de ações contra figuras militares russas desde o início do conflito na Ucrânia.
O Uzbek Akhmadzhon Kurbonov recebeu prisão perpétua após um tribunal militar em Moscou o considerar culpado pelo assassinato do general Igor Kirillov, chefe das Forças de Proteção Nuclear, Biológica e Química da Rússia, e de seu assistente, Ilya Polikarpov. O crime ocorreu em Moscou, em dezembro de 2024, em um ataque com bomba escondida em uma scooter elétrica.
O Ministério Público russo afirmou que o atentado foi planejado na Ucrânia, com os explosivos introduzidos na Rússia a partir da Polônia. Um dos conspiradores, Robert Safaryan, armazenou os componentes em casa, segundo investigações. Kurbonov montou, plantou e acionou a bomba à saída dos militares do prédio.
Três cúmplices receberam penas entre 18 e 25 anos em prisões de regime máximo, conforme o Comitê Investigativo. Kurbonov, que terá a pena de prisão perpeta, se declarou culpado durante o julgamento, enquanto os demais não admitiram responsabilidade, de acordo com a imprensa local.
A promotoria destacou que Kirillov liderava as proteções químicas russas durante o período, e Polikarpov era seu assistente direto. O caso integra uma sequência de assassinatos de altas figuras militares russas desde o início da ofensiva na Ucrânia.
Fontes oficiais informaram que a operação foi executada porfracções ligadas a ações reivindicadas pela inteligência ucraniana, em resposta à condução da guerra. A Rússia qualificou as mortes como terrorismo de Estado, em tom reiterado pelas autoridades.
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