- Trump lançou o “board of peace” no Fórum de Davos, dizendo que seria um dos corpos mais consequentes já criados.
- O presidente afirmou que o mundo está mais rico, mais seguro e mais pacífico do que há um ano.
- Kushner apresentou um plano de cem dias para Gaza, incluindo aumento de ajuda, reconstrução de infraestrutura e hospitais, e um mapa com Gaza unificado, porém com uma área-tampão.
- Ali Shaath, responsável interino por Gaza, anunciou a reabertura do crossing de Rafah com o Egito na próxima semana, para tráfego bidirecional.
- A iniciativa gerou ceticismo em Israel e entre alguns parceiros, com o Reino Unido sinalizando não participar no momento; debate sobre o papel da organização em relação à ONU.
Donald Trump lançou em Davos, na Suíça, a iniciativa conhecida como “board of peace” durante uma cerimônia de assinatura. O presidente dos EUA afirmou que o mundo está mais rico, mais seguro e mais pacífico do que no ano anterior. A fala ocorreu no contexto do Fórum Econômico Mundial.
A cerimônia no World Economic Forum também mostrou participantes de várias nações, incluindo o Kosovo, Marrocos, Hungria, Indonésia, Jordânia, Cazaquistão e Arábia Saudita. O objetivo declarado é criar um novo órgão com potencial efeito geopolítico significativo, sob a liderança de Trump.
Aliado próximo de Trump, Jared Kushner descreveu, para os próximos 100 dias, planos de aumento de ajuda, reconstrução de infraestrutura essencial e restabelecimento de serviços como água, energia e saneamento. Também apresentou uma visão de Gaza com uma zona tampão e supervisão palestina.
Avanços no conflito e envolvimento regional
Ali Shaath, funcionário palestino nomeado para administrar Gaza interinamente, apareceu por videoconferência para anunciar a reabertura do crossing Rafah com o Egito, na próxima semana, em tráfego bidirecional pela primeira vez desde maio de 2024. Shaath descreveu Rafah como vital para Gaza.
A fala de Shaath foi seguida de mensagens para o povo de Gaza sobre reconstrução gradual, autossuficiência e transformação da região em um polo de liberdade, oportunidades e paz. A mudança de status de Rafah é vista como um sinal de abertura para o território.
Internamente, a reação em Israel inclui ceticismo de parte da coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu quanto a uma faixa de Gaza unificada e administrada pelos palestinos. O gabinete israelense deveria se reunir para discutir Rafah e os desdobramentos apresentados em Davos.
O governo britânico informou que não assinaria o novo tratado do board of peace neste momento, citando preocupações sobre o papel de Vladimir Putin em propostas de paz e a necessidade de avanços verificáveis em relação à paz na Ucrânia. O Fórum teve participação de chefes de governo de 19 países.
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