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Gilmar Mendes suspende extradição de italiano condenado por tráfico

Ministro do STF suspende a extradição de italiano condenado por tráfico, horas antes do embarque, por risco de irreversibilidade e ausência de comprovação das condicionantes

O criminoso italiano Marco Cadeddu. Foto: Reprodução
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  • O ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu na noite de segunda-feira 26 a extradição do italiano Marco Cadeddu para a Itália.
  • Cadeddu foi condenado na Itália a 14 anos e seis meses de prisão por tráfico de drogas, associação criminosa, receptação e lavagem de dinheiro.
  • Ele foi preso no Brasil em junho de 2024, em operação da Polícia Federal com apoio da Interpol.
  • A suspensão ocorreu poucas horas antes do embarque programado, às 20h20, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
  • A decisão impõe liminar para impedir o embarque até nova deliberação, citando risco de irreversibilidade e ausência de comprovação das condicionantes fixadas pelo STF. O processo segue sob análise do relator.

O ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu na noite de segunda-feira 26 a extradição do italiano Marco Cadeddu para a Itália. O embarque, marcado para as 20h20 no Aeroporto de Guarulhos, foi interrompido por risco de irreversibilidade da medida.

Cadeddu foi condenado na Itália a 14 anos e seis meses de prisão por tráfico de drogas, associação criminosa, receptação e lavagem de dinheiro. Ele foi preso no Brasil em junho de 2024, em operação da Polícia Federal com apoio da Interpol.

A defesa apresentou pedido urgentíssimo, alegando que a extradição ocorria sem comprovação do atendimento às condições fixadas pela Segunda Turma do STF, como comprometimentos da Itália e conclusão de investigações no Brasil. Mendes afirmou que não há impedimento absoluto, mas que a proximidade do embarque e a ausência de comprovação nos autos criavam risco de irreversibilidade.

Diante disso, o ministro concedeu liminar para suspender a entrega até nova deliberação, proibindo o embarque no voo programado ou em qualquer outro com o mesmo objetivo. A decisão foi comunicada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao Ministério das Relações Exteriores e à Polícia Federal, incluindo autoridades no aeroporto de Guarulhos.

O processo segue sob análise do relator no STF, que reavalia a situação após manifestações oficiais ou a juntada de novos elementos aos autos.

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