- Índia e União Europeia finalizam acordo comercial histórico, buscando reduzir tarifas em 96,6% do valor das mercadorias, com expectativa de dobrar as exportações da UE para a Índia até 2032 e economia de cerca de 4 bilhões de euros em taxas para empresas europeias.
- A UE cortará tarifas em 99,5% das mercadorias negociadas em sete anos, incluindo tarifas zeradas para bens marinhos, couro, têxteis, químicos, borracha, metais básicos e joias.
- A Índia reduzirá tarifas de carros para 10% em cinco anos, beneficiando montadoras europeias como Volkswagen, Renault, Mercedes-Benz e BMW.
- Tarifa de vinhos na Índia será reduzida de 75% para 75% de forma imediata, com queda para 20% gradualmente; tarifas sobre destilados cairão para 40%.
- O acordo depende de vistorias legais que devem levar de cinco a seis meses, com implementação prevista dentro de um ano; o comércio entre os dois blocos somou 136,5 bilhões de dólares no ano fiscal até março de 2025.
India e União Europeia fecharam um acordo comercial histórico, após anos de negociação, como estratégia para diversificar parcerias diante de tensões com os EUA.
O acordo prevê a eliminação ou redução de tarifas em 96,6% do valor das trocas, com economia de até 4 bilhões de euros em impostos para empresas europeias, segundo a Comissão Europeia.
As partes afirmam que a UE reduzirá tarifas em 99,5% dos bens negociados em sete anos; Índia reduzirá tarifas de carros para 10% em cinco anos, de até 110% hoje, beneficiando fabricantes europeus como VW, Renault, Mercedes e BMW.
Escopo e impactos
Tarifas sobre bebidas alcoólicas terão cortes imediatos: vinhos caem de 150% para 75%, depois vão a 20% gradualmente; destilados passam a 40%. Carros europeus ganham acesso a um mercado protegido indiano.
O acordo também prevê redução de tarifas para maquinaria, equipamentos elétricos, químicos, aço e ferros. O comércio entre os blocos alcançou 136,5 bilhões de dólares no ano fiscal encerrado em março de 2025, segundo as partes.
Seguimento e implementação
A assinatura formal deve ocorrer após avaliação legal, prevista entre cinco e seis meses. Autoridades disseram esperar a implementação do acordo dentro de um ano, após os trâmites institucionais.
A decisão ocorre em meio a uma sequência de acordos comerciais recentes da UE com Mercosul, Indonésia, México e Suíça, enquanto a Índia firmou pactos com Reino Unido, Nova Zelândia e Omã.
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