- Lula da Silva e Emmanuel Macron discutiram o Conselho da Paz proposto por Trump e defenderam que eventuais iniciativas de paz estejam alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e à Carta da ONU; a conversa durou cerca de uma hora.
- Lula foi convidado a ocupar um assento no Conselho da Paz, assim como a França, mas ainda não houve resposta de Lula; o tema já gerou críticas do Brasil a propostas semelhantes em outros momentos.
- Os dois presidentes também trataram da Venezuela, condenando o uso da força e ressaltando a importância da paz e da estabilidade na região.
- Sobre o acordo Mercosul-União Europeia, eles destacaram a assinatura do acordo em 17 de janeiro, mas o Parlamento Europeu pediu avaliação jurídica em 21 de janeiro, o que pode atrasar a implementação; França se opõe à ratificação por temas agrícolas.
- Foi reafirmada a agenda bilateral e o compromisso de finalizar negociações para assinatura de acordos ainda no primeiro semestre de 2026; Lula deve visitar os Estados Unidos ainda neste ano.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da França, Emmanuel Macron, conversaram na manhã de hoje sobre o Conselho da Paz, proposta promovida por Donald Trump para consultar Gaza. A ligação teve duração de cerca de uma hora.
Segundo o Planalto, os chefes de Estado defenderam o fortalecimento da ONU e alinhamento de iniciativas de paz aos mandatos do Conselho de Segurança e à Carta das Nações Unidas. O conteúdo da conversa foi divulgado pelo Palácio do Planalto.
Lula havia sido convidado para compor o Conselho, mas ainda não respondeu. Na semana passada, ele criticou a ideia de Trump criar uma nova ONU. A França também foi convidada, mas recusou o convite.
Debates internacionais e próximos passos
Na conversa, Macron e Lula discutiram também a agenda da Venezuela, condenando o uso da força e defendendo paz e estabilidade na região. O Planalto registrou alinhamento entre os dois países sobre esse tema.
Ainda sobre a diplomacia, os dois líderes trataram do acordo Mercosul-UE. Lula reiterou que o acordo pode defender o multilateralismo e regras comerciais estáveis. O tema tem recebido atenção internacional recente.
Mercado e cooperação bilateral
O encontro abordou a agenda bilateral, com ênfase em defesa, ciência, tecnologia e energia. Os presidentes reiteraram o objetivo de finalizar negociações para assinar acordos ainda no primeiro semestre de 2026. A cooperação entre Brasil e França segue em diálogo frequente.
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