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Relógio do Juízo Final é ajustado para perto da meia-noite, recorde

Relógio do Juízo Final fica a oitenta e cinco segundos da meia-noite, destacando riscos nucleares, IA militar e crises globais que elevam o perigo mundial

Fire and smoke rise in the aftermath of a Russian drone strike, amid Russia's attack on Ukraine, in Kyiv, Ukraine June 6, 2025. REUTERS/Gleb Garanich/File Photo
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  • Relógio do Fim do Mundo marca 85 segundos antes da meia-noite, quatro segundos mais próximo do que no ano passado.
  • Atrasos no controle de armas e ações agressivas de Rússia, China e Estados Unidos são vistos como principais fatores que elevam o risco global.
  • Conflitos na Ucrânia, tensões no Oriente Médio e preocupações com uso indevido de inteligência artificial também ajudam a aproximar o perigo de destruição.
  • O último acordo nuclear entre EUA e Rússia, o New START, expira em cinco de fevereiro; Putin propôs extensão de um ano, sem resposta formal de Washington.
  • Alexandra Bell, presidente da instituição, diz que há falha de liderança global e alerta para proliferação, testes nucleares e riscos relacionados à IA.

O Bulletin of the Atomic Scientists reajustou o Doomsday Clock para 85 segundos antes da meia-noite, patamar mais próximo já registrado. A mudança ocorre devido a comportamentos agressivos de potências nucleares, como Rússia, China e Estados Unidos, além de tensões em Ucrânia, Oriente Médio e temores com IA.

A instituição, com sede em Chicago, destaca que o relógio reflete a frágil governança global, a erosão de acordos de não proliferação e a escalada de operações militares envolvendo armas nucleares. O anúncio ocorreu nesta terça-feira, 27 de janeiro, em Washington.

Contexto geopolítico

Segundo o presidente e CEO do Bulletin, Alexandra Bell, não há trajetória favorável em 2025 para riscos nucleares, com estruturas diplomáticas sob pressão e retorno da possibilidade de testes explosivos. A cada ano, o relógio volta a aproximar-se da meia-noite em função de múltiplos conflitos.

A assunção de novas iniciativas militares e a retórica de grandes potências alimentam a insegurança. Bell aponta guerra na Ucrânia, bombardeios entre EUA, Israel e Irã, além de tensões entre Índia e Paquistão como fatores que elevam o risco nuclear.

Desafios tecnológicos e acordos

O relógio também acompanha temas de tecnologia militar, como a possível integração não regulada de IA em sistemas bélicos e o uso de IA na desinformação. A instituição lembra que tais riscos exigem cooperação internacional para reduzir ameaças existenciais.

A expiração do acordo New START, que limita ogivas lançáveis de EUA e Rússia, ocorre em 5 de fevereiro. Putin propôs extensão de um ano ao pacto, mas a resposta dos EUA ainda não é definitiva, gerando incerteza sobre controles de armas.

Contexto global e cenário regional

O relógio reflete ainda a elevação de tensões na área asiática, incluindo a península coreana e as relações sino-taiwanesas. No Hemisfério Ocidental, pressões geopolíticas e ações políticas recentes aumentam preocupações sobre estabilidade regional e controle de armamentos.

Trump, desde sua volta ao poder, tem adotado posicionamentos que mudaram o tom das relações internacionais, incluindo políticas de segurança e alianças, conforme avaliação de especialistas. A alta temperatura diplomática internacional, associada a mudanças de liderança, mantém o tema sob escrutínio.

Horizonte nuclear e cautela

Especialistas divergem sobre a viabilidade de aceitar propostas de extensão de acordos, com avaliações que vão desde ganhos temporários até riscos de retrocessos em mecanismos de controle. A comunidade científica reforça a necessidade de liderança global para conter escaladas.

A comunidade científica ressalta que a situação exige monitoramento contínuo de riscos de uso de armas nucleares, de proliferação e de novas tecnologias. A notícia reforça a busca por medidas de cooperação internacional para reduzir ameaças.

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