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Brasil se absteve em votação sobre o massacre no Irã

Brasil se absteve na votação da ONU que condenou o Irã, gerando críticas sobre o alinhamento diplomático com regimes autoritários

Repressão violenta da regime pode ter deixado 43 mil mortos, segundo o Centro Internacional de Direitos Humanos
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  • Brasil absteve-se na votação da ONU sobre condenação da repressão iraniana, pedindo investigação do massacre.
  • Foi o único país da América Latina a não aprovar a resolução, acompanhado pela ditadura de Cuba; outros países da região votaram a favor.
  • Em Genebra, o embaixador brasileiro condenou, publicamente, o uso de força contra manifestantes, mas justificou a abstenção pela soberania e autodeterminação.
  • o texto também critica a aproximação do governo Lula, do assessor Celso Amorim e do PT ao Irã e ao Hamas, citando apoio brasileiro ao Hamas e entrada do Irã no Brics.
  • O Centro Internacional de Direitos Humanos estima até 43 mil mortos em cerca de vinte dias, destacando suposta indiferença brasileira ante o massacre.

O Brasil se absteve de votar uma resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU que condena a repressão violenta no Irã e pede investigação sobre o massacre de manifestantes. A norma foi aprovada na última sexta-feira, em Genebra, Suíça, com apoio de vários países.

O governo brasileiro afirmou, durante a sessão, a condenação ao uso de força letal contra manifestantes pacíficos no Irã. Em seguida, justificou a abstenção citando a soberania iraniana e o princípio de autodeterminação dos povos.

A abstenção ocorreu em meio a críticas diplomáticas ao governo de Brasília, que tem buscado ampliar relações com o Irã e grupos alinhados ao regime. O Itamaraty sustenta uma estratégia de multilateralismo dentro do Sul Global.

Contexto regional

Entre os países latino-americanos, México, Colômbia e Chile votaram a favor da resolução, assim como o Equador. Cuba votou contra, permanecendo alinhada a posições contrárias à condenação do Irã.

No clima de governo atual, o Brasil tem sido apontado por críticos como menos alinhado com medidas de pressão sobre o Irã, em comparação com outros governos da região, que mantêm divergências ideológicas com o alinhamento brasileiro.

Impactos diplomáticos

A decisão brasileira alimenta debates sobre a consistência da política externa do governo atual em temas de direitos humanos. Observadores divergem entre manter relações estratégicas e aderir a condenações internacionais em casos de violação de direitos.

Segundo analistas, a posição pode impactar o Brasil em fóruns multilaterais e em negociações comerciais, especialmente com países que observam criticamente o apoio a regimes considerados autoritários.

Histórico de aproximações

Desde o início do mandato atual, o Brasil tem buscado ampliar relações com o Irã e com aliados do Oriente Médio. Críticas externas apontam que tais aproximações influenciam decisões em organismos multilaterais, gerando tensão com países ocidentais.

O episódio ocorre em meio a avaliações sobre o papel do Brasil no Brics e a participação de representantes brasileiros em eventos diplomáticos envolvendo o Irã, com consequências para a imagem internacional do país.

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