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EUA não estudam ação militar na Venezuela, diz Marco Rubio

Marco Rubio afirma que EUA não planejam ação militar na Venezuela, destacando avanços com autoridades interinas

Marco Rubio a su llegada al Capitolio, este miércoles.
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  • Marco Rubio afirmou que os Estados Unidos não planejam nem pretendem tomar nenhuma ação militar na Venezuela.
  • O secretário de Estado descreveu a relação com as autoridades interinas de Caracas como produtiva e respeitosa, admitindo ainda que há muito trabalho pela frente.
  • Segundo Rubio, há progresso em quatro semanas e o plano de três fases visa estabilizar, recuperar economicamente e realizar eleições democráticas na Venezuela.
  • A reunião também sinaliza que a única presença militar dos EUA no país é a proteção da embaixada, com a possibilidade de reabrir a missão em Caracas, custo financiado pela reabertura; o restante dependerá do setor petrolífero venezuelano.
  • O governo americano pretende reduzir a influência de Irã, China e Rússia, e há abertura para Maria Corina Machado participar da transição; Rubio manterá encontro privado com ela no Departamento de Estado.

Marco Rubio descartou qualquer intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, em audiência no Senado. O secretário de Estado afirmou que a relação com o governo interino de Delcy Rodríguez é produtiva e respeitosa, apesar de haver trabalho pendente.

O depoimento ocorreu pouco depois de a administração de Washington anunciar que não planeja ações militares no país. Rubio enfatizou que os fatos falam mais alto que as palavras e que houve avanços nas quatro semanas recentes em comparação com o período anterior.

Rubio afirmou que, pela primeira vez em 20 anos, há diálogos sérios para reduzir a presença iraniana, a influência da China e a presença russa na Venezuela. Segundo ele, o objetivo é restabelecer relações bilaterais em várias frentes.

Detalhes do plano americano

Em declaração escrita enviada ao Senado, Rubio descreveu o plano de fases para a Venezuela: estabilização, recuperação econômica e, por fim, uma transição para eleições democráticas. Ele ressaltou que o processo pode levar anos.

O secretário também informou que a presença militar dos EUA na Venezuela hoje se limita aos fuzileiros da marinha que protegem a embaixada. A reabertura da embaixada em Caracas é vista como possível no futuro próximo.

Intervenção do dia 3 e posição sobre Maduro

Rubio repetiu que a intervenção de 3 de janeiro foi uma operação destinada a capturar Maduro e Cilia Flores, avaliando-a como operação policial e não ocupação de território. Não houve aprovação prévia do Congresso segundo ele.

O titular do Diplo informou que o governo de Maduro não negocia, o que, na visão de Washington, justifica as ações anteriores. Ele reiterou que a cooperação com as autoridades em Caracas é essencial para o plano em fases.

Relações e diplomacia

O chanceler indicou otimismo com a normalização das relações bilaterais, incluindo a possível reabertura da embaixada em Caracas. O custo da reabertura seria coberto pela embaixada, com apoio do setor petrolífero venezuelano.

Rubio mencionou ainda que a cooperação com o setor energético venezuelano pode abrir espaço para posições favoráveis a empresas norte-americanas, na logística de normalização.

María Corina Machado e próximos passos

O secretário informou que se reúne com a líder oposicionista María Corina Machado, em encontro a portas fechadas, fortalecendo a participação da oposição no processo de transição. A liderança tem apoio de Trump em alguns aspectos.

Rubio sinalizou que, mesmo com avanços, eleições justas dependem de acesso igual aos meios de comunicação e de candidaturas abertas. Ele sugeriu que esse processo é gradual e não pode ocorrer em semanas.

Contexto político atual

As declarações de Delcy Rodríguez, de que não aceita ordens externas, foram apresentadas ao lado de comentários de Trump sobre a relação com as autoridades provisórias. A posição de Washington continua a acompanhar a evolução regional.

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