- O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou ao Supremo Tribunal Federal que o pedido de extradição de Alexandre Ramagem já foi encaminhado ao governo dos Estados Unidos pela via diplomática.
- Segundo o ofício, a solicitação foi transmitida pelo Ministério das Relações Exteriores; a Embaixada do Brasil em Washington encaminhou ao Departamento de Estado, em 30 de dezembro de 2025, a nota verbal com o pedido e a documentação exigida pelo tratado bilateral.
- O Ministério da Justiça afirma que novas informações sobre o andamento do caso serão repassadas ao STF assim que estiverem disponíveis.
- O pedido de extradição foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes em dezembro do ano passado, após a fuga de Ramagem para os Estados Unidos.
- Ramagem deixou o Brasil em setembro, após ter sido condenado pela Primeira Turma do STF a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado; aliados dizem que ele pode pedir asilo político, o que pode atrasar a tramitação.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou ao STF que o pedido de extradição de Alexandre Ramagem (PL-RJ) já foi formalmente encaminhado ao governo dos Estados Unidos pela via diplomática. Segundo ofício ao STF, o Ministério das Relações Exteriores transmitiu a solicitação.
A Embaixada do Brasil em Washington enviou, em 30 de dezembro de 2025, a nota verbal com o pedido de extradição e a documentação prevista no tratado bilateral. O Ministério da Justiça afirmou que novas informações serão repassadas assim que houverem.
O pedido de extradição foi definido pelo ministro Alexandre de Moraes em dezembro do ano passado, após a fuga de Ramagem para os EUA. Ramagem deixou o Brasil em setembro, mês em que a Primeira Turma do STF o condenou a mais de 16 anos de prisão.
Contexto jurídico e tramitação
A decisão de Moraes determinou que a Secretaria Judiciária do STF enviasse toda a documentação ao Ministério da Justica para formalizar o pedido. O Itamaraty ficou responsável pela remessa oficial ao governo americano.
Segundo investigações da Polícia Federal, Ramagem deixou o país de forma clandestina pela fronteira com a Guiana, sem passar pelo controle migratório. Em Georgetown, no Guiana, ele embarcou para os EUA.
Detalhes do envio e possíveis desdobramentos
No território americano, Ramagem teria ingressado com passaporte diplomático, ainda que haja determinação de cancelamento do documento. Aliados afirmam que ele pode solicitar asilo político nos Estados Unidos, o que pode ampliar a tramitação do processo.
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