- Donald Trump disse que o tempo está acabando para Teerã e que uma frota liderada pela USS Abraham Lincoln se dirige ao Irã, com “grande poder, entusiasmo e propósito”.
- O presidente dos Estados Unidos afirmou que a missão pode ser cumprida rapidamente com velocidade e violência, se necessário, e pediu que o Irã aceite um acordo nuclear sem armas.
- A ameaça de ataque militar é vista como sinal de que Trump quer conter o programa nuclear iraniano e a capacidade de mísseis de longo alcance; diplomatas europeus observam nervosismo, especialmente em relação a retaliações israelenses.
- O Irã, por meio do ministro das Relações Exteriores, disse não estar preparado para negociar sob ameaças, mas está aberto a conversas sem pré-condições; representantes de Arábia Saudita, Catar e Egito buscam abrir negociações sem condições prévias.
- Países do Golfo têm receio de permitir uso de espaço aéreo ou bases para ataque; autoridades iranianas prometeram responder a qualquer ataque mirando as mesmas bases de operações aéreas e aumentar a prontidão defensiva.
O risco de um conflito entre EUA e Irã ganhou relevância após declarações de Donald Trump sobre uma força naval norte-americana em direção ao Irã. Segundo o presidente, a flotilha, liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, seria maior que a enviada à Venezuela recentemente. A mensagem foi veiculada nas redes sociais.
Trump afirmou que a missão seria executada com rapidez e, se necessário, com uso de violência. O objetivo would ser pressionar o Irã a negociar um acordo sobre seu programa nuclear, sob condições consideradas inaceitáveis pelo governo americano. O tom sugere possibilidade de ações militares futuras caso as negociações fracassem.
Diplomatas europeus acompanharam a escalada, com sinais de nervosismo em relação às eventuais retaliações do Irã. Observadores ressaltam que a opção militar pode repercutir na região, já com receios de ataques aéreos de resposta.
Situação diplomática e resposta iraniana
O ministro das Relações Exteriores do Irã disse estar aberto a negociações sem condições prévias, desde que haja disposição de incluir pautas de nuclear e mísseis. Em conversas com representantes de países árabes, o Irã reiterou que não negociará sob ameaças.
Autoridades iranianas informaram que manterão a defesa em nível elevado diante do reforço militar dos EUA na região. O governo iraniano destacou a necessidade de negociações sem desfechos pré-determinados, para evitar novos episódios de hostilidade.
Na Turquia, o ministro das Relações Exteriores pediu que Washington se afaste de demandas amplas sobre mísseis e apoio a milícias da região, sugerindo que uma abordagem gradual seria mais produtiva. A missão de Witkoff, o enviado especial dos EUA, permanece no foco das tratativas indiretas.
Panorama regional e próximos passos
Vários Estados árabe-gulfinos indicaram cautela quanto ao uso de espaço aéreo e bases para eventuais ações contra o Irã. Em Washington, a administração sinaliza manter opções militares, ao mesmo tempo em busca de um acordo nuclear que inclua inspeções e limites à produção de urânio.
O histórico de negociações mostra dificuldades e interrupções, com ataques pré-rodados entre Israel e alvos iranianos já tendo ocorrido nos últimos meses. A comunidade internacional observa se haverá uma retomada de conversações formais ou novas ações estratégicas.
O Irã afirma que não atacará países que não sejam inimigos, condicionando a defesa à escalada das operações contra bases usadas contra o país. O governo iraniano diz ainda que pretende manter o nível de prontidão defensiva elevado enquanto negocia.
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