- O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, pediu aos EUA que resolvam as disputas com o Irã “uma a uma” para evitar constranger Teerã e facilitar negociações nucleares.
- Fidan afirmou que Teerã está pronto para conversar sobre o programa nuclear, desde que não haja intervenção externa nem início de guerra.
- Ancara tem dito que o Irã deve lidar com seus temas internos sem interferência externa e que qualquer destabilização regional seria de responsabilidade de terceiros.
- Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump disse que uma armada estaria a caminho do Oriente Médio para o Irã, mas ressaltou que espera não precisar utilizá-la.
- O contexto inclui a repressão violenta a protestos no Irã no início do mês, além de tensões com Israel e ataques a órgãos nucleares iranianos já registrados.
O ministro das Relações Exteriores da Turquia afirmou que Washington deveria resolver as disputas com Teerã de forma gradual, tratando cada questão isoladamente. A ideia é evitar humilhação de autoridades iranianas e facilitar o eventual diálogo sobre o programa nuclear.
Fidan reiterou, em entrevista à Al Jazeera, a oposição turca a intervenções externas ou a ataques contra o Irã. Segundo ele, começar pelas questões nucleares e, aos poucos, fechar cada tema, seria menos disruptivo para o Irã.
Abordagem gradual versus pacote
Para o chanceler turco, tratar tudo em um acordo único pode dificultar a aceitação interna no Irã e dificultar explicações aos seus lideranças. A estratégia seria resolver o nuclear primeiro, depois os demais temas pendentes.
Contexto regional
Ankara advertiu que qualquer destabilização regional ampliaria os riscos para a região, dada a proximidade geográfica com o Irã. O governo turco tem observado as movimentações de Washington e de Teerã com cautela.
Relação com o nuclear iraniano
A Turquia enfatiza a necessidade de uma solução que preserve a independência iraniana em assuntos internos. Em junho, os EUA atingiram instalações nucleares iranianas em meio a tensões com Israel, sem avanços significativos nas negociações.
Observações sobre a conjuntura
Paralelamente, o Irã tem enfrentado repressão a protestos internos, com milhares de detenções e mortes conforme relatos de organizações de direitos humanos. Teerã atribui os incidentes a terroristas e manifestantes ligados a potências estrangeiras.
Perspectivas e próximos passos
Autoridades turcas destacaram que a cooperação com os EUA e com o Irã permanece, segundo eles, aberta a canais diplomáticos. O objetivo é evitar ações militares com impactos regionais relevantes e buscar uma resolução diplomática.
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