- A HRW lança o Relatório Mundial 2026, dizendo que Donald Trump é uma das maiores ameaças à democracia global e aos direitos humanos, com influência em países da América Latina.
- O documento afirma que, junto de Rússia e China, Trump busca enfraquecer a ordem internacional baseada no Estado de direito.
- Entre os destaques estão batidas de agentes de imigração do ICE, muitas vezes mascarados, e o uso da Guarda Nacional em cidades sob controle democrata, sob pretexto de combater insurreição e violência.
- A HRW também aponta que o governo federal eliminou políticas de diversidade e equidade, além de reformular a admissão de refugiados.
- Na América Latina, o relatório aponta violações contra não cidadãos e pressões sobre jornalistas e grupos de direitos humanos, citando casos em El Salvador e no entorno de governos aliados.
O relatório World Report 2026 da Human Rights Watch afirma que o presidente dos EUA, Donald Trump, é uma das maiores ameaças à democracia global e aos direitos humanos. A publicação aponta influência de políticas americanas em abusos na América Latina.
A HRW sustenta que democracias devem se unir para defender a ordem internacional, diante de supostos esforços da Rússia e da China para enfraquecer esse sistema. A organização critica Trump por ações que minaram leis internacionais.
Segundo o documento, o governo Trump adotou políticas que desrespeitam direitos civis e promovem práticas de discriminação. Entre os pontos citados estão restrições a minorias, revisão de programas de diversidade e mudanças em políticas de imigração.
O relatório também denuncia abusos envolvendo agentes de imigração, uso de força desproporcional em batidas e envio de tropas para cidades com governantes opositores, sob o pretexto de combater crime e insurreição.
Influência na América Latina
Na região, a HRW afirma que governos aliados aos EUA violam direitos de não cidadãos e justificam abusos contra cidadãos locais, com base na retórica de Trump. Países com relação estreita a Washington aparecem na avaliação.
A HRW cita críticas a regimes como Venezuela, Cuba e Nicarágua, mas aponta que abusos em El Salvador, Equador e Peru também foram tolerados ou ignorados, incluindo restrições a jornalistas e a grupos de direitos humanos.
Em El Salvador, sob Nayib Bukele, defensores de direitos humanos e críticos foram presos, segundo o relatório. A organização destaca o ambiente hostil à mídia e à sociedade civil em várias nações da região.
Juanita Goebertus, diretora da HRW para as Américas, afirma que grupos de direitos humanos e jornalistas são essenciais para proteger a democracia. A organização orienta governos a apoiá-los diante de riscos.
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