- O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu 400 milhões de dólares para enfrentar necessidades crescentes em crises, como Sudão e Myanmar, após cortes de financiamento que reduziram drasticamente o trabalho do órgão.
- O pedido é 100 milhões de dólares a menos que no ano anterior, refletindo a queda de contribuições de países, incluindo os Estados Unidos e a Europa.
- Volker Türk afirmou que o escritório está em “modo de sobrevivência” e pediu aos países que aumentem o apoio.
- No último ano, houve menos da metade do número de missões de monitoramento de direitos humanos em comparação a 2024 e menor presença em 17 países, com 300 desligamentos de empregos.
- Os cortes impactaram programas no Myanmar, com redução superior a 60%, dificultando a coleta de evidências; investigações no Congo Democrático enfrentam dificuldades operacionais, e ações de prevenção de violência de gênero e proteção a direitos de pessoas LGBTIQ+ foram reduzidas até 75%.
Volker Türk, chefe de Direitos Humanos da ONU, pediu 400 milhões de dólares para enfrentar as crescentes necessidades em vários países, entre eles Sudão e Myanmar. A live ação ocorre em um momento em que financiamento caiu drasticamente, levando a um “modo de sobrevivência” para o escritório.
Segundo Türk, o órgão está recebendo 100 milhões de dólares a menos que no ano anterior, após grandes cortes em atividades em várias áreas. A redução acompanha queda de contribuições de países como Estados Unidos e nações europeias, afetando a capacidade de atuação.
O público-alvo do apelo inclui missões de monitoramento, pesquisas e apoio a vítimas. Em discurso em Genebra, Türk pediu aos estados que aumentem o apoio para manter o trabalho essencial em direitos humanos. Ele destacou o impacto direto das cortes.
Impactos dos cortes são destacados pelo escritório: a programação sobre Myanmar sofreu redução superior a 60% no último ano, limitando a coleta de evidências. No Congo, investigações sobre possíveis crimes de guerra enfrentam entraves financeiros para se tornarem operacionais.
Além disso, a atuação para prevenir violência baseada em gênero e defender direitos de pessoas LGBTIQ+ foi reduzida em até 75%, segundo a organização. Türk afirmou que esse cenário aumenta discursos de ódio, ataques e a ausência de leis protetivas.
A organização responsável por investigar violações de direitos humanos mantém funções relevantes para debates no Conselho de Segurança e para decisões de tribunais internacionais, conforme o próprio escritório. As implicações do financiamento afetam ações de monitoramento e responsabilização.
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