- O Departamento de Estado dos EUA começou a pagar Afegãos retidos no campo CAS, no Qatar, para se repatriarem, em meio aos planos de encerrar o acampamento no fim de março.
- Mais de mil e cento pessoas estão no antigo base militar desde pelo menos o início do ano passado, quando a recondução foi haltada pelo governo anterior.
- Democratas criticaram a medida de pagamentos para “auto-despacho” e afirmaram que é uma traição aos aliados afegãos.
- O subsecretário S. Paul Kapur disse que cerca de 150 já teriam aceitado os pagamentos, mas não informou o que ocorreu após o retorno.
- Autoridades dizem que não há repatriação forçada e que buscam realocar em terceiros países; os pagamentos seriam de 4.500 dólares para o requerente principal e 1.200 dólares por pessoa adicional.
O Departamento de Estado dos EUA passou a pagar a Afegãos que estão retidos em Qatar para repatriá-los, como parte dos planos para fechar o campo CAS, utilizado há anos para abrigar refugiados. A medida foi anunciada por S. Paul Kapur, responsável pelo Departamento de Estado para a Ásia e a Ásia Central, em depoimento a legisladores.
Mais de 1.100 pessoas seguem no antigo complexo militar, desde o início do ano passado, quando a administração anterior interrompeu o reassentamento de Afegãos com vínculos com as Forças Armadas dos EUA. Defensores afirmam que o grupo inclui civis refugiados, mulheres que atuaram como operadoras especiais e familiares de militares.
Segundo relatos, o pagamento é apresentado como incentivo para a realocação em terceiros países, em vez de repatriação forçada. A expectativa é encerrar o CAS até o final de março, com negociações em andamento para transferir os afegãos a outros destinos.
Contexto e pagamentos
Kapur afirmou que aproximadamente 150 pessoas já aceitaram os pagamentos, mas não detalhou os destinos após a saída. O governo americano ressaltou que não utiliza coerção para a repatriação, mantendo a opção de realocação voluntária.
A coalizão #AfghanEvac, que reúne veteranos e organizações de defesa, informou que o valor oferecido é de 4.500 dólares para o requerente principal e 1.200 dólares por pessoa adicional que se desloca. Segundo a entidade, há pressão entre funcionários do CAS para que aceitem a oferta, enquanto a realocação em terceiros países permanece incerta.
As informações destacam dilemas sobre a realocação de afegãos presos no CAS, com críticas de opositores democratas e dúvidas sobre a eficácia e voluntariedade do programa, em meio ao fechamento do complexo no Qatar.
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