- Keir Starmer vai pedir ao Reino Unido e à Europa que elevem seus compromissos com a Nato, durante a Conferência de Segurança de Munique.
- O premiê alerta contra reduzir a segurança para dentro de casa e classifica a Europe como “gigante adormecido” com capacidades de defesa a serem integradas.
- O discurso defende maior compartilhamento de encargos e afirma a necessidade de convencer o público sobre o aumento dos gastos com defesa, diante de críticas de aliados.
- Destaca que a segurança britânica depende da europeia e vice-versa, rejeitando a ideia de que o Brexit isolaria o país.
- Aponta para a melhoria da cooperação em aquisição de defesa e para reduzir duplicações, criando uma nova era de coordenação europeia.
Keir Starmer vai pedir que o Reino Unido e a Europa reforcem seus compromissos com a Otan, buscando reduzir a dependência dos EUA para defesa. A fala marca um dos pilares de sua visão externa, anunciada para o sábado.
Durante a Munich Security Conference, o primeiro-ministro defenderá que a segurança europeia não pode se limitar ao escudo americano. Ele destacará a ideia de um “gigante adormecido” nas capacidades de defesa do continente.
Starmer afirma que é necessário preparar a opinião pública para maior gasto com defesa e explicar as razões, diante de críticos que defendem soluções rápidas que podem comprometer a segurança nacional.
Segundo assessores de Downing Street, a proposta não surge de dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a Otan, mas como resposta a pedidos de maior envolvimento europeu na defesa.
A fala será contextualizada pela crítica de figuras americanas de posições recentes sobre a aliança, incluindo afirmações de líderes que questionam o papel da Europa na segurança conjunta.
Em trechos adiantados ao público, o premier diz buscar uma visão de segurança europeia com autonomia, que não implica saída dos EUA, mas distribui melhor as responsabilidades de defesa.
Starmer também rejeita o distanciamento com a Europa defendido por parte da maior coalizão governista, ao apontar riscos à segurança caso se reduza a cooperação em defesa.
“Não somos a era do Brexit”, afirma o texto da fala, acrescentando que não haverá segurança britânica sem a Europa nem vice-versa, segundo as versões preliminares do discurso.
Ele defende maior cooperação na compra de material bélico e propõe abrir caminho para uma nova etapa de defesa continental com participação britânica.
Para o premiê, a Europa é um gigante que ainda não aproveita plenamente seu potencial, com capacidades militares robustas e uma indústria produtiva dispersa em vários países.
O texto destaca que a fragmentação de planejamento e os longos processos de aquisição produzem lacunas e duplicações, sugerindo reforma estrutural para reduzir gargalos.
Ministeriais devem apresentar dados claros ao público sobre decisões de segurança que serão tomadas para manter toda a região protegida, segundo o discurso adiantado.
Starmer critica políticos que promovem distanciamento da Europa e lembra que a segurança britânica depende da cooperação com o continente, especialmente em tempos de tensão internacional.
O primeiro-ministro alerta que argumentos fáceis de extremos político podem dividir a Europa e colocar a segurança em risco, caso sejam adotados.
A mensagem central é de compromisso com a defesa comum, que pode exigir sacrifícios e ajustes na condução de políticas públicas, sem abandonar antigos aliados.
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