- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu unidade aos europeus na Conferência de Segurança de Munique, afirmando que Washington não pretende abandonar a aliança transatlântica.
- Rubio disse que os líderes europeus cometeram erros de política e precisam mudar o curso.
- O discurso teve recepção relativamente positiva entre diplomatas e autoridades de segurança europeus.
- Em tom direto, Rubio não entrou em detalhes nem mencionou explicitamente a Rússia nem a OTAN pelo nome durante a fala.
- O tom manteve a mensagem de que os Estados Unidos permanecem ligados ao continente, apesar de críticas a certas escolhas políticas europeias.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou em Munique que a aliança transatlântica permanece relevante e que Washington não pretende abandonar a parceria com a Europa. Durante a Munich Security Conference, Rubio ressaltou que a cooperação continua, apesar de críticas a políticas europeias adotadas recentemente.
Segundo o diplomata, líderes europeus teriam cometido uma série de erros de política e precisam mudar de rumo. O discurso recebeu reação relativamente positiva entre diplomatas e autoridades de segurança presentes no encontro anual.
Rubio, porém, houve momentos de alfinetadas a políticas comunitárias, sem oferecer propostas específicas durante a fala de cerca de 30 minutos. O discurso não mencionou diretamente a Rússia nem a OTAN pelo nome, reforçando o tom pragmático do evento.
O tom de união contrasta com falas do passado, quando o vice-presidente JD Vance afirmou, em outra edição da conferência, que as ameaças internas, como censura, seriam um obstáculo maior que ameaças externas. Rubio enfatizou que o Brasil permanece como parte do entorno, sem indicar distanciamento.
A recepção entre os presentes foi mista, com diplomatas interpretando o apelo à cooperação como sinal de continuidade estratégica. A conferência de Munique reúne autoridades de segurança, governos e especialistas para discutir desafios transatlânticos.
A cobertura é da Reuters, com reportagem de Humeyra Pamuk e edição de Sarah Marsh e Mark Heinrich.
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