- Putin recebeu o chanceler cubano Bruno Rodríguez no Kremlin e reiterou que a Rússia estará ao lado de Cuba diante do embargo energético dos EUA.
- A crise cubana se intensificou em janeiro, quando o governo de Donald Trump interrompeu o fluxo de petróleo venezuelano para a ilha.
- Rodríguez pediu ajuda e, durante o dia, manteve contatos com o ministro das Relações Exteriores da Rússia; Lavrov pediu que os EUA atuem com bom senso e cessem o bloqueio.
- A Rússia não se comprometeu a enviar combustível ou outra assistência de forma concreta, mas classificou Cuba como estado irmão e manteve sua solidariedade.
- Cuba enfrenta escassez de combustível e apagões, adotando medidas emergenciais como redução do transporte público e semana de quatro dias nas empresas estatais.
Putin recebeu nesta quarta-feira, 18, no Kremlin o chanceler cubano Bruno Rodríguez. A reunião ocorreu em meio a uma crise em Cuba causada pelo bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, que vem se agravando desde janeiro com a suspensão do fluxo de petróleo venezuelano.
O encontro mostrou a fala de apoio de Moscou a Havana frente às sanções e ao embargo. Putin reiterou que a Rússia estará ao lado de Cuba, sem, porém, confirmar envio de combustível ou de outra ajuda material. Rodríguez agradeceu a solidariedade do governo russo.
Durante o dia, o chanceler cubano manteve encontros com o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, que destacou a necessidade de buscar soluções diante do bloqueio e criticou as medidas dos EUA. Em comunicado, Rodríguez afirmou que Cuba não deve abandonar seu rumo político diante da pressão externa.
Cuba enfrenta escassez de combustível, cortes no transporte público e medidas de economia de energia, incluindo redução de atividades estatais. O governo cubano intensificou o embargo nessa narrativa de restrições, sob a justificativa de segurança nacional apresentada pelos EUA.
A relação entre Rússia e Cuba permanece tradicionalmente próxima, fortalecida após décadas de cooperação durante a era soviética. A Rússia, por sua vez, tem procurado manter vínculos com Cuba apesar de sanções internacionais, sem confirmar ações concretas de ajuda imediata.
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