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Ucrânia e Rússia retomam negociações de paz após dia difícil

Na Genebra, Ucrânia, Rússia e Estados Unidos retomam negociações; disputa territorial complica o diálogo, com Zelenski pedindo participação europeia no processo

El jefe de gabinete de Zelenski, Kirilo Budanov (a la izquierda), y Rustem Umerov, secretario del Consejo de Seguridad y Defensa Nacional de Ucrania, el martes en la mesa de negociación, en Ginebra.
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  • Em Genebra, Ucrânia, Rússia e Estados Unidos seguem negociações a três bandas para tentar um cessar-fogo e um acordo de paz, com foco em questões militares e políticas, incluindo a possibilidade de ceder território.
  • Zelenski pediu que as potências europeias participem do processo, ressaltando a necessidade de medidas como troca de prisioneiros e libertação de civis.
  • A presença de Vladímir Medínski, assessor de Putin, na delegação russas complicou as conversas, já que seus discursos revisionistas irritam Kiev.
  • O conflito permanece estagnado no Donbás, com cerca de vinte e dois por cento do território de Donetsk disputado; há menção de uma possível contraofensiva ucraniana no sul.
  • Segurança e garantias para a paz seguem em aberto, com EUA pressionando para que haja acordo antes de avanços relevantes; há divergência sobre o momento de firmar garantias envolvendo forças internacionais.

Ucrânia, Rússia e Estados Unidos retomaram nesta quarta-feira em Ginebra (Suíça) as negociações a três bandas iniciadas na terça, com o objetivo de firmar um cessar-fogo que conduza a um acordo de paz. As conversas chegam após rounds anteriores em Abu Dabi terem sido mais técnicas e agora tratam de questões sensíveis, como a cessão territorial.

A participação de Vladímir Medinski, assessor de Putin, na delegação russa, ampliou tensões e provocou críticas em Kiev, segundo relatos de interlocutores. Zelenski reagiu a tais mudanças e pediu a participação de potências europeias no processo para assegurar a viabilidade dos acordos.

Zelenski utilizou a rede social X para afirmar que a Rússia busca adiar negociações que já poderiam ter avançado. O presidente ucraniano defende que a Europa tenha papel ativo no diálogo, incluindo a discussão sobre prisões de guerra e civis.

Contexto e temas em disputa

A reunião envolve contas técnicas e políticas, com foco na cessão territorial e nas condições de um eventual acordo. O tema do Donbás permanece central, especialmente a área que a Rússia exige controlar em Donetsk, Zaporiyia e parte de Jerson.

O esforço diplomático acontece num momento em que o conflito completa quase quatro anos desde a invasão em larga escala. No terreno, há pouco avanço em operações ofensivas, mas relatos locais mencionam uma possível contraofensiva ucraniana no sul, na região de Zaporiyia.

Questões de segurança e participação internacional

Entre os pontos mais sensíveis estão garantias de segurança para a Ucrânia e a eventual presença de forças estrangeiras no território. Washington sustenta que as garantias só devem entrar em vigor junto de um acordo de paz, enquanto Kiev cobra compromissos firmes antes de selar qualquer entendimento.

A ideia de realizar um referendo sobre o status da região de Donbas é discutida de forma controversial. Kiev admite a possibilidade de plebiscito apenas com condições de cessar-fogo robusto e apoio internacional para a organização do processo.

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