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Como Corrigir de Forma Efetiva a Ajuda Internacional

Com o fim do USAID e cortes de ajuda, milhões podem perder serviços; urge reformar a assistência humanitária com foco em resultados

A worker sits on top of sacks of food in a hangar at a World Food Program warehouse in Bor, South Sudan, on Feb. 13. Luis Tato/AFP via Getty Images
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  • Há quase um ano, a gestão de Donald Trump fechou a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e cortou mais de oitenta por cento dos financiamentos e contratos de ajuda, com outros doadores também reduzindo ações.
  • O financiamento humanitário da ONU caiu quase quarenta por cento em relação a 2024, totalizando cerca de quinze bilhões de dólares em 2025; nos EUA, gastos com ajuda são menores que consumo de doces de Halloween.
  • O custo humano é significativo: o Center for Global Development estima até 1,6 milhão de vidas que poderiam ter sido salvas; a Gates Foundation aponta aumento da mortalidade infantil; a Lancet projeta cerca de 23 milhões de vidas a perder até 2030 por cortes.
  • O International Rescue Committee relata que 2 milhões de clientes perderam serviços e 6 milhões tiveram redução; mais da metade das instalações de saúde apoiadas pelos EUA fecharam ou deixaram de oferecer serviços cruciais.
  • A reportagem defende reforma com foco em resultados, intervenções mais simples e uso de inovações (IA, previsões, cadeia de frio avançada); o país sinaliza compromissos com OCHA e o Global Fund, desde que orientados a resultados e à entrega de impacto.

O que houve: O governo dos EUA encerrou quase completamente a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) há quase um ano, cortando mais de 80% dos contratos e financiamentos. Do mesmo modo, doadores como Reino Unido e Alemanha reduziram o ritmo de assistência. O financiamento humanitário da ONU sofreu queda de quase 40% em 2025.

Quem está envolvido: Organizações humanitárias e instituições de pesquisa sinalizam impactos. O International Rescue Committee (IRC) relatou perdas significativas de serviços para milhões de pessoas. A Fundação Gates e o Lancet trazem dados sobre mortalidade infantil e riscos futuros em países de baixa e média renda.

Quando e onde: As mudanças começaram no último ano, com efeitos globais. O recuo ocorre em um momento de crises humanitárias intensificadas em várias regiões do mundo, incluindo áreas de conflito e zonas afetadas por desastres.

Por quê: A retração é associada a debates sobre a eficácia da ajuda externa e às mudanças de prioridades de políticas públicas nos EUA. Analistas apontam que a redução de financiamento ocorre em um contexto de aumento de guerras, deslocamentos e vulnerabilidade climática.

Impactos humanitários e evidências

A perda de serviços afetou diretamente 2 milhões de clientes do IRC, além de 6 milhões que tiveram serviços reduzidos, segundo a organização. Mais da metade das instalações de saúde apoiadas pela entidade em zonas de crise fecharam ou perderam serviços essenciais.

Implicações globais indicam que a ajuda internacional continua sendo um componente crucial para respostas rápidas. Em paralelo, Estados Unidos e outras nações anunciaram compromissos recentes com órgãos da ONU e com fundos globais, com potencial para mitigar déficits se orientados a resultados.

Caminhos para a reforma

Especialistas defendem intervenções mais simples, com foco em áreas de maior retorno e em menos localidades, para ampliar o alcance. Estudos do IRC apontam que milhões de crianças podem receber vacinas adicionais com custos menores por dose quando o uso de recursos é otimizado.

Outras inovações, como ações preditivas, utilização de inteligência artificial para diagnóstico e novas tecnologias de armazenagem de vacinas, ainda respondem por parcela simbólica do orçamento humanitário. A agenda de reforma propõe maior accountability por resultados, ênfase em estados assolados por conflitos e estímulo a novas fontes de financiamento para inovação.

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