- Após quatro anos de invasão, o apoio político e as doações internacionais têm diminuído, mantendo a crise humanitária grave na Ucrânia.
- A Representação Central Ucraniano-Brasileira organiza atos de apoio neste domingo, em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro; horários e locais aparecem ao final da reportagem.
- A campanha foca na compra de pequenas centrais elétricas para reduzir apagões e frio, custo de cerca de R$ 8 mil por unidade; oito geradores já foram doados a hospitais e centros de refugiados.
- Voluntários brasileiros continuam atuando na linha de frente, e o Itamaraty estima ao menos 23 brasileiros mortos desde o início do conflito.
- Além dos atos, haverá missa pela paz em São Paulo, às 10h, e o ato no Rio de Janeiro ocorre no dia 28, às 16h, em Copacabana.
Após quatro anos de invasão, o apoio político e as doações internacionais para a Ucrânia caíram, mas a crise humanitária permanece grave. A comunidade ucraniana realiza um dia de mobilização pelo Brasil para renovar o envolvimento da população e de gestores.
A Representação Central Ucraniano-Brasileira (RCUB) confirma atos neste domingo (22) em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. A organização também destaca a necessidade de manter doações e apoio, diante da continuidade dos ataques.
A situação na Ucrânia segue sem perspectiva de acordo de paz até esta terça-feira, 24, aniversário de quatro anos do início da guerra. O conflito envolve deslocamentos de civis, feridos e danos a infraestrutura.
Mobilização e locais
Em São Paulo, o ato ocorre a partir das 11h30 na Avenida Paulista, 1313, em frente ao prédio da Fiesp. Em Curitiba, a concentração acontece às 15h30 na Praça da Ucrânia. O Rio de Janeiro recebe manifestação no dia 28, às 16h, em Copacabana.
Contexto humanitário
A campanha foca na aquisição de geradores portáteis para aquecer residências durante cortes de energia causados pelos ataques à infraestrutura russa. Cada unidade custa cerca de R$ 8 mil, com doações já enviadas para hospitais e centros de refugiados.
Envolvidos e voluntariado
Entre os apoiadores estão voluntários brasileiros que atuam desde 2022, como a brasileira Clara Magalhães. Ela trabalha na Ucrânia há anos, alertando sobre a fadiga do doador e a importância de recursos financeiros para reduzir custos logísticos.
O Itamaraty registra participação de brasileiros que viajaram para a linha de frente por voluntariado. O órgão não incentiva recrutamento, e os combatentes se alistam diretamente nos exércitos em conflito.
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