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Brasil e Índia firmam parceria para produção de medicamentos

Brasil e Índia firmam parcerias de desenvolvimento produtivo para produzir fármacos oncológicos no Brasil, com expectativa de internalização e investimento de R$ 10 bilhões em dez anos

Nova Delhi, 21/02/2026 - Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, durante Sessão de encerramento do Encontro Empresarial Brasil-Índia. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • Brasil e Índia firmaram três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo para a fabricação de pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe destinados a pacientes do SUS.
  • No primeiro ano, o Brasil terá investimento de R$ 722 milhões; a projeção é chegar a R$ 10 bilhões em dez anos para fabricar e ofertar os medicamentos.
  • O objetivo é internalizar a produção no país, com laboratórios públicos e privados, reduzindo a dependência externa e ampliando o acesso a terapias de alta complexidade.
  • Índia permanece como grande parceira comercial; em 2024, importações brasileiras de fármacos do país chegaram a US$ 7,3 bilhões; houve ainda extensão da cooperação bilateral em saúde por mais cinco anos, com foco em produção, vacinas, insumos e inovação.
  • Anvisa e o órgão regulatório indiano (Central Drugs Standard Control Organization) assinam acordo para troca de informações regulatórias; a Fiocruz firmou entendimentos com laboratórios indianos para pesquisa, desenvolvimento e produção de medicamentos estratégicos.

Brasil e Índia assinam hoje (21) três acordos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) que vão assegurar a oferta de fármacos contra câncer pelo SUS. Tratam-se de pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe, usados no tratamento de diferentes tipos de câncer, incluindo mama, pele e leucemias.

Segundo o Ministério da Saúde, as parcerias visam não apenas o fornecimento imediato, mas também a internalização da produção no Brasil. O objetivo é fortalecer laboratórios públicos e privados nacionais e reduzir a dependência de importações.

No primeiro ano, o Brasil deve investir cerca de R$ 722 milhões. A projeção aponta que, em dez anos, o investimento possa chegar a R$ 10 bilhões para fabricação e disponibilidade dos medicamentos.

Os acordos também preveem o desenvolvimento tecnológico e a transferência de tecnologia para ampliar a autonomia da indústria farmacêutica brasileira. A iniciativa busca assegurar estoque estável e ampliar o acesso a terapias de alta complexidade.

Além disso, Brasil e Índia firmaram um memorando de entendimento para prorrogar a cooperação bilateral em saúde por mais cinco anos. O acordo abrange produção de medicamentos, vacinas, insumos farmacêuticos, biotecnologia, saúde digital e telessaúde, conforme o Ministério da Saúde.

A Anvisa firmou memorando com o Central Drugs Standard Control Organization, para troca de informações regulatórias sobre medicamentos, insumos e dispositivos médicos. A Fiocruz também assinou acordos com laboratórios indianos para pesquisa, desenvolvimento e produção de itens estratégicos.

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a parceria reforça a defesa da equidade no acesso a medicamentos e da soberania sanitária. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que os acordos viabilizam transferência de tecnologia, fortalecem a produção nacional e ampliam emprego e autonomia dos pacientes.

Lula e Padilha participam, em Nova Delhi, do Fórum Empresarial Brasil–Índia, em missão presidencial voltada a ampliar o intercâmbio entre os dois países.

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