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Forças de segurança cubanas deixam Venezuela em meio à pressão dos EUA

Delcy Rodríguez substitui guardas cubanos por venezuelanos, sinalizando redução da presença cubana na proteção presidencial após pressão dos EUA

Venezuela's interim president Delcy Rodriguez and Cuban Foreign Minister, Bruno Rodriguez Padilla attend the ceremony "Promotions and Decorations for Heroes and Martyrs", honouring Venezuelan and Cuban military and security personnel who died during a U.S. operation to capture Venezuela's President Nicolas Maduro and his wife Cilia Flores, in Caracas, Venezuela January 8, 2026. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria/File Photo
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  • A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, passou a usar guarda-costas venezuelanos, em vez de membros da segurança cubana que ajudaram a proteger governos anteriores.
  • A mudança ocorre em meio a pressões dos Estados Unidos para quebrar a relação de segurança entre Caracas e Havana.
  • A presença cubana, que incluiu médicos, professores e agentes de inteligência, tinha sido fundamental para manter o governo chavista desde o fim dos anos dois mil.
  • Alguns militares e assessores cubanos já teriam retornado a Cuba ou sido deslocados, enquanto outros pouco a pouco permanecem na Venezuela.
  • Autoridades cubanas e venezuelanas não comentaram oficialmente, mas fontes indicam que as conversas sobre manter ou reconfigurar a cooperação seguem em andamento.

Em Venezuela, o governo interino liderado por Delcy Rodríguez está buscando reduzir a presença de forças cubanas na proteção de alto nível. Segundo quatro fontes, a proteção passou a ficar a cargo de seguranças venezuelanos, diferente do que ocorreu com Nicolás Maduro e Hugo Chávez, que recorreram a forças cubanas de elite.

A mudança ocorre em meio a pressões dos Estados Unidos sobre a relação entre Caracas e Havana. Desvios de influência incluíram reduzimento de assessores cubanos entre os quadros do DGCIM, a unidade de contrainteligência venezuelana, e devoluções de médicos e seguranças cubanos para Cuba em semanas recentes, segundo fontes próximas ao tema.

O contexto envolve uma parceria que remonta ao final dos anos 2000, com agentes cubanos inseridos em diversos setores e participação na segurança de alto nível. Algumas fontes indicam que a decisão pode ter sido tomada sob pressão externa, embora haja dúvidas quanto à forma como isso ocorreu.

Antes do ajuste, milhares de profissionais cubanos atuavam na Venezuela, incluindo médicos, equipes esportivas e professores, em troca de óleo. Em resposta, o governo dos EUA prometeu encerrar vínculos de segurança entre os dois países e endureceu medidas contra o fluxo de petróleo para Cuba.

Um funcionário da Casa Branca ressaltou que os EUA mantêm relação com líderes venezuelanos e que os interesses de Delcy Rodríguez podem estar alinhados a objetivos estratégicos norte-americanos. O governo cubano afirmou estar aberto a diálogo, enquanto condena o bloqueio de petróleo e rejeita intervenção externa.

Alguns avaliadores destacam que parte da presença cubana permanece, com conselheiros e docentes ainda atuando em Venezuela. O fluxo de voos entre os dois países relatado pela imprensa estatal cubana sugeriu retomada gradual de atividades, após interrupções no início de janeiro.

Especialistas apontam que a continuidade de laços entre Caracas e Havana continua a influenciar a política venezuelana. A evolução da presença cubana depende de desdobramentos internos e da política externa dos dois países diante da pressão externa.

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