- A China superou os EUA como principal parceiro comercial da Alemanha, com 251 bilhões de euros em comércio em 2025, segundo o Escritório Federal de Estatísticas.
- As importações alemãs da China chegaram a 170,6 bilhões de euros em 2025, enquanto as exportações para a China ficaram em 81,3 bilhões de euros.
- O comércio com os EUA foi de 240 bilhões de euros, com queda de cerca de 5% em relação a 2024, possivelmente influenciado por tarifas.
- O chanceler Friedrich Merz viajará a Beijing para uma visita de dois dias, recebimento com honras militares e reunião com Xi Jinping, após encontro com Li Qiang.
- Durante a viagem, Merz deve visitar a Cidade Proibida, a empresa Unitree Robotics, a Mercedes-Benz e a Siemens Energy, além de Hangzhou; assuntos a serem discutidos incluem Ucrânia, direitos humanos e comércio.
O saldo de relações comerciais da Alemanha mudou: a China ultrapassou os Estados Unidos como principal parceiro comercial do país em 2025. Os dados são do Escritório Federal de Estatísticas alemão e chegam na vinda do chanceler Friedrich Merz a Pequim, sua primeira viagem ao país desde o início do mandato.
Merz parte para a China na terça-feira e deve receber honras militares na quarta, em Pequim, pela primeira-ministra Li Qiang, antes de se encontrar com o presidente Xi Jinping para um jantar de negotiations, conforme informou o porta-voz Sebastian Hille.
Segundo os números oficiais, o comércio com a China atingiu 251 bilhões de euros em 2025, alta de 2,2% em relação a 2024, quando os EUA haviam sido o destino de exportação líder. As importações da Alemanha da China somaram 170,6 bilhões de euros no ano.
As exportações alemãs para a China ficaram em 81,3 bilhões de euros, levando o total do intercâmbio entre os dois países a superar o patamar de 252 bilhões de euros. O envio para os Estados Unidos ficou em 240 bilhões de euros, com impactos atribuídos a tarifas de uso específico.
Durante a visita de Merz, além de reuniões oficiais, está prevista passagem pela Cidade Proibida e visitas a empresas como Unitree Robotics, Mercedes-Benz e Siemens Energy, além de uma escala em Hangzhou, leste da China.
Entre os temas que devem ser discutidos estão a guerra na Ucrânia, direitos humanos e questões comerciais. O bloco europeu tem buscado formas de moderar o aquecimento da manufatura chinesa, com tarifas sobre veículos elétricos e, potencialmente, sobre aço ainda em debate.
A relação entre Alemanha e China no comércio é complexa, com o setor automotivo desempenhando papel central. Montadoras como Volkswagen descrevem a China como um segundo mercado doméstico, enquanto BMW e Mercedes-Benz também dependem fortemente das vendas lá.
Oliver Zipse, CEO da BMW, acompanhará Merz na viagem como parte de um grupo de cerca de 30 representantes do setor privado. Zipse afirmou que desafios globais complexos requerem cooperação e diálogo, destacando o envio de sinal positivo com a visita.
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