- Dois irmãos, Moutaz e Ramez Al-Khayyat, controlam cerca de 20% da Estithmar Holding, grupo que lidera negócios no Catar e na Síria, incluindo imóveis, restaurantes e turismo.
- A família ganhou destaque com a Estithmar e a Baladna, empresa de laticínios, acumulando ativos que vão de supermercados a resorts, hotéis e parques temáticos.
- A Estithmar teve alta expressiva nas ações, com valorização de cerca de 152% em Doha nos últimos 12 meses, avaliada em US$ 4,3 bilhões.
- Os Al-Khayyat já atuam na Síria, com a UCC Holding envolvida em contratos de energia e aeroportos, além de trabalhar em planos de reconstrução do Aeroporto Internacional de Damasco.
- Além dos negócios no Golfo, a família mantém ativos globais, incluindo uma mansão em Londres associada a John Pierpont Morgan e uma participação relevante na rede econômica entre Catar, Síria e EUA.
Em Doha e Damasco, o clã Al-Khayyat ganhou destaque global ao expandir seus negócios via Estithmar Holding e Baladna, empresas que atuam no Catar, na Síria e além. Os irmãos Moutaz e Ramez Al-Khayyat ocupam posições centrais nas operações, com participação de cerca de 20% cada na Estithmar. A família acumula ativos que vão de imóveis a turismo e alimentação.
A trajetória começou no Catar durante o embargo de 2017, quando a Baladna passou a transportar vacas por via aérea para manter o abastecimento de leite no país. O movimento consolidou a imagem da família no boom econômico local e abriu portas para investimentos em várias áreas.
A Estithmar, conglomerado presente na construção, saúde e turismo, teve desempenho destacado no Golfo no último ano. O grupo voltou a atrair atenção de mercados globais enquanto expande ações na Síria, país de origem da família, desde a década de 2010.
Além das duas empresas, a família controla a UCC Holding, atuante em construção e energia, e possui uma rede de ativos que inclui imóveis em Doha e projetos de hospitalidade. As avaliações de mercado apontam para ativos bilionários, com patrimônio estimado acima de US$ 7 bilhões.
Na Síria, os Al-Khayyat aparecem como parceiros preferenciais para empresas estrangeiras interessadas em reabrir negócios, com contratos recentes em energia e infraestrutura ligados a consórcios com a UCC. A reconstrução síria é citada como prioridade de investimento externo.
A presença do clã no Catar permanece consolidada. As empresas da família abastecem supermercados com produtos Baladna, gerenciam resorts, hotéis e um parque temático, além de manter ativos imobiliários em Doha.
Operações de grande escala também visam eventos globais, como a Copa do Mundo de 2022, onde contratos de construção, segurança e serviços de hospitalidade entraram no portfólio da Estithmar. A firma atua ainda em restaurantes e no segmento de estilo de vida de luxo.
Período recente traz nova dimensão: a reconstrução síria ganha impulso com investimentos de empresas cataratas e sírias, associado a uma rede de ligações com o mercado internacional. Analistas ressaltam o papel estratégico dos Al-Khayyat no ecossistema regional.
Contexto e perspectivas
A expansão ocorre num momento de diversificação econômica na região, com foco na redução da dependência de hidrocarbonetos. Especialistas ressaltam que a relação entre Catar, Síria e atores internacionais facilita o acesso a financiamentos e projetos de infraestrutura.
Os contratos na Síria, segundo fontes envolvidas, buscam acelerar a recuperação econômica do país. Representantes dos Al-Khayyat afirmaram que as negociações ocorreram por vias legais e licitações, sem comentar números ou detalhes pessoais.
A trajetória de negócios da família também envolve operações no exterior, incluindo imóveis de alto padrão em Londres. A narrativa de crescimento sinaliza como famílias endinheiradas podem influenciar investimentos e reconstrução em regiões em disputa, mantendo, porém, o tom neutro necessário ao jornalismo.
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